Grampo depende do juiz
Gilson CamargoO investigador particular Marcus Vinícius Ferri é especialista em caçar escutas e gramposO grampo telefônico é uma importante ferramenta para as investigações policiais. Monitorando os telefonemas de um criminoso é possível conseguir informações que nenhum outro tipo de investigação revelaria, diz o delegado adjunto da Divisão de Segurança e Informação da Polícia Civil, Carlos Basílio Madureira. No caso de grandes quadrilhas, por exemplo, basta grampear um elemento que chegamos facilmente aos outros. Conforme o policial, que não cita números,esta é uma técnica de investigação usada com relativa frequência.
Para realizar o grampo, a polícia depende de autorização judicial. Enviamos um ofício ao juiz com um relato dos indícios que justifiquem a investigação sobre o suspeito, completa o delegado. Cabe ao juiz, então, avaliar a validade das suspeitas e autorizar ou não. Uma vez que ele autorize, o processo é muito rápido: em cinco minutos fazemos o grampo.
Antes de grampear a linha, os policiais entram em contato com a Telepar. Em alguns casos as escutas telefônicas podem ser feitas diretamente na central telefônica. Em outros, adotam-se técnicas como puxar uma estensão secreta, a partir dos armários de distribuição. Esta estensão vai desenbocar direto no equipamento de gravação. Os próprios investigadores costumam fazer a instalação dos grampos. Não requer muita técnica, explica Madureira.
O delegado Madureira cita como exemplo da utilidade das escutas telefônicas a recente prisão de quadrilhas de ladrões de veículos e caminhões. Eram gangues que tinham ramificações em vários estados. Com os grampos, fomos rastreando todos os elementos e ficou fácil chegar até os cabeças, explica.
Na investigação de sequestros e tráfico de drogas os grampos também costumam ser muito utilizados. Mas nunca partimos do nada. Os indícios são indispensáveis, completa.





