Graham Bell era professor de surdos nos EUA
Graham Bell era
professor de
surdos nos EUA
Um homem que dedicou a vida a ensinar surdos a falar foi o inventor do telefone, o grande instrumento de comunicação à distância que revolucionou a vida a partir do final do século passado. O escocês Alexander Graham Bell emigrou para os Estados Unidos em 1871. Em Boston, depois de ensinar os surdos, continuava a jornada de trabalho operando um telégrafo harmônico, aparelho que servia para enviar mensagens por um mesmo fio, de forma simultânea.
Diz a lenda que o telefone surgiu de um acaso. Em 2 de julho de 1875, emperrou uma das palhetas de metal do telégrafo. Thomas Watson, seu assistente, bateu na palheta para soltá-la. Na outra sala, Bell ouviu o som no receptor. E percebeu que as vibrações da palheta faziam vibrar também a corrente elétrica. Esta, por sua vez, reproduziu as mesmas vibrações no receptor que usava.
Foi o que bastou. A lâmpada estava acesa. Graham Bell aperfeiçoou o sistema e, em 10 de março de 1876, conseguia transmitir palavras por um telefone. Apenas três meses depois, o invento foi a sensação da Exposição do Centenário da Filadélfia. Nosso imperador D. Pedro II, presente ao local, ficou maravilhado. Dizem que exclamou, boquiaberto: Meu Deus, isto fala.
Mágica - Também dizem que d. Pedro prometeu a Graham Bell introduzir a novidade no Brasil. De fato, apenas um ano depois, o primeiro aparelho de telefone foi instalado no Rio de Janeiro, na casa comercial O Grande Mágico, de Antônio Ribeiro Chaves. A ligação era com o Quartel do Corpo de Bombeiros.
O comerciante sabia com o que estava lidando. Procurou o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e conseguiu um contrato com o governo imperial. D. Pedro ordenou então a instalação de linhas ligando o Palácio da Quinta da Boa Vista (atual Museu Nacional) às residências de seus ministros. Esta foi a primeira Central de Telefones oficial implantada no Brasil. Os telefones de então eram montados pela Western and Brazilian and Telegraph. (M.K.)





