A fabricação de sabão foi descoberta pelo homem ainda na Antiguidade. No antigo Egito, usava-se gordura e cinza de fogueira na produção de um sabão líquido utilizado até como creme dental - explica o professor do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Olívio Galão.
De acordo com ele, a utilização do sabão espalhou-se de vez na Idade Média. ''Após as pestes que devastaram a Europa cresceu muito a demanda por asseio e limpeza, e isso deu um impulso fenomenal à coisa''.
O professor acrescenta que, como efeito colateral, muitas florestas começaram a ser derrubadas. ''Gordura de animal o homem sempre teve à disposição, o problema era obter a cinza. O corte de árvores cresceu bastante até que um francês desenvolveu o processo que transforma sal marinho em soda cáustica. A partir daí, a cinza foi substituída pela soda, que tem o mesmo efeito''.
O processo que transforma soda e óleo em sabão chama-se saponificação. ''É uma reação química em que a soda quebra o triglicerídeo (gordura) liberando a glicerina como subproduto e o sal de sódio de ácidos graxos'' - este último elemento é o sabão propriamente dito.
Para a reação ocorrer, é necessário calor. Na Antiguidade, a mistura de sódio era deixada até que reagisse, o que chegava a demorar meses. ''Atualmente, nas fábricas, a saponificação é induzida e acontece em minutos'', explicou o professor.
Na fabricação industrial de sabão, a glicerina é retirada do sabão e utilizada na produção de batom, cremes hidratantes e outros objetos.(F.C.)

mockup