Gloval Village vence o leilão da última espelho
Gloval Village vence o
leilão da última espelho
Ao bater o martelo do leilão da privatização da Telebrás, há um ano, o presidente da Anatel, Renato Guerreiro, afirmou que as empresas espelho (concorrentes das companhias privatizadas) começariam a operar até fim de julho. A previsão não se confirmou. Elas entram em atividade em dezembro. O processo mais atrasado foi o da Tele Centro Sul, encerrado ontem, quando o consórcio Global Village Telecom arrematou a concessão por R$ 100 mil.
A Global Village é do grupo holandês que detém 70% do negócio. A Comtech detém 25% e a RSL do grupo Estee Lauder os outros 5%. A vencedora disputou com a Espelho Sul Telefônica, que ofereceu R$ 1 milhão, mas não apresentou condições técnicas para instalação. A Anatel pedia R$ 30 milhões pela concessão.
Esta foi a terceira tentativa de venda espelho da Tele Centro Sul. A Inepar era interessada, mas foi desclassificada por estar vinculada à Telemar.
As espelhos marcam o início da competição na telefonia fixa. A espelho mais conhecida, por enquanto, é a Bonari, que fará frente à Embratel. Neste mês, ela colocou no ar uma campanha de mídia que motiva as pessoas a escolherem o futuro nome da empresa: Intelig, Dialog e Unicom.
A Bonari, formada pela Sprint, France Telecom e Qualcomm, fará ligações interurbanas no País e ainda as internacionais a partir de novembro. Em São Paulo, a espelho é a Megatel, que disputará mercado com a Telefônica e, no Rio de Janeiro e Nordeste, é a Canbra, que entram em operação até dezembro.
Na telefonia celular a concorrência se consolidou após a privatização. A Global Telecom chegou para brigar com a Tim Tele Celular Sul, que, no Paraná, administra a Tim Telepar Celular. Em Londrina, a Global Telecom faz concorrência à Sercomtel.





