Globalização impôs mudanças
Hilton Silva
De Curitiba - Especial para a Folha
A administração hospitalar moderna quebrou pelo menos uma regra antiga: o conceito de que os hospitais não deveriam dar lucro. Para atender a essa demanda, cada vez mais a especialização de profissionais e de empresas cresce praticamente na mesma velocidade que as novas descobertas e tecnologias se incorporam ao cotidiano da medicina.
Na Saúde 99, além do acesso às novidades tecnológicas, produtos, serviços e equipamentos, os participantes conhecerão também essa nova mentalidade que, ao mesmo tempo, cria um nicho de mercado em expansão.
Basta um rápido passeio pela rede mundial de computadores para descobrir que, somente no Brasil, mais de 100 grandes empresas estão formadas e atuando no setor de reestruturação hospitalar. Aliás, a própria informática se tornou imprescindível no dia-a-dia dos hospitais e clínicas.
Para os operadores desse setor, a grande mudança na administração hospitalar se intensificou com a nova ordem econômica que se impôs a partir da globalização. O consultor Marco Aurélio Reis, que atende hospitais do eixo Rio-São Paulo, destaca que essa conscientização trouxe uma série de benefícios. Quando os hospitais são administrados de maneira positiva, o lucro pode ser aplicado na melhoria da qualidade do atendimento à população, remuneração melhor dos profissionais de saúde e a consequente redução de custos, diz.
Segundo Reis, é importante que os dirigentes hospitalares, provedores, prefeituras e governos contratem profissionais qualificados para administrar os hospitais. Todo hospital tem de ser considerado como uma empresa profissional e que depende de seus lucros para poder sobreviver, assinala.
Novas receitas Entre os setores que mais se profissionalizaram na área de saúde, Reis lembra que está a área comercial, a partir da criação dos planos de saúde. Essa relação se intensificou tanto que atualmente os planos são a maior fonte de renda de qualquer empresa hospitalar organizada, afirma
A prevenção, como no caso do combate à infecção hospitalar, é outra área que reúne melhoria dos índices gerais de saúde e redução de custos. Uma administração profissional, especializada, pode orientar o desenvolvimento de campanhas preventivas, que são mais baratas do que o que se gasta com um doente em internação hospitalar, garantindo um atendimento médico melhor e mais eficiente, além da melhoria da qualidade do serviço prestado, diz Marco Aurélio Reis.





