As boas novas que Londrina recebe aos seus 73 anos proporcionam outro ponto positivo: geração de empregos. Em 2007, a cidade deverá bater o seu recorde, com a abertura de mais de 6.500 novas vagas de trabalho, superando o melhor ano da história, que foi 2004 com 6.455 novos postos criados.
‘‘O crescimento econômico produz um efeito cascata em toda a cadeia, gera empregos e abre novas perspectivas. Londrina é um pólo metropolitano, com infra-estrutura adequada e uma massa trabalhadora capaz, que atrai empresas e facilita a abertura de novos negócios’’, analisa Roberto Gonçalves, gerente da Agência do Trabalhador em Londrina (Sine), sobre o bom momento londrinense.
O crescimento no número de vagas de trabalho em Londrina é ascendente desde 2000, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Nos anos anteriores, a cidade chegou a perder mais de 2 mil postos ao ano. ‘‘De 2001 até outubro deste ano, 33 mil trabalhadores conseguiram um emprego. É um número representativo, já que de 1997 a 2000, o índice foi negativo, com déficit de 732 postos’’, afirma Gonçalves.
A quantidade de empresas na cidade também serve para avalizar o diagnóstico do crescimento. De acordo com o Caged, em 1997 havia 19.720 empresas londrinenses. Em 10 anos, o salto foi enorme e hoje, mais de 32 mil empresas estão estabelecidas. ‘‘É importante ainda frisar de que se trata de empresas formais, legalizadas. Se for contar as informais, o número de empresas e trabalhadores ativos é bem maior’’, alerta o gerente do Sine.
Ranking
No avanço da empregabilidade em Londrina, alguns setores ganharam mais peso no último ano, como a construção civil e as indústrias de transformação. De janeiro a outubro deste ano, os empregos com carteira assinada na construção civil cresceram 11,21%, superando os setores de serviço (7,48%) e comércio (4,88%), historicamente os que mais empregam em Londrina.
O crescimento é avaliado pelo Sine como resultado do ‘‘boom’’ no setor. ‘‘Além dos novos prédios e condomínios, o crescimento econômico está fazendo com que fábricas e empresas ampliem suas instalações a fim de dar conta da demanda de consumo na região’’, explica Gonçalves.
A chegada de novas empresas também alavancou o mercado de trabalho no segmento de indústrias de transformação. Até outubro de 2007, o crescimento registrado foi de 6,77% -o segundo melhor segmento analisado pelo Caged.
Para o gerente do Sine, a tendência é que esses dois setores continuem em alta, devido às novas necessidades do mercado. ‘‘Estamos otimistas. Temos várias indústrias se instalando na cidade e a perspectiva é a chegada de outras novas. Isso também provoca uma reação em cadeia, já que os setores de comércio e de serviços crescem juntamente com a presença de novos consumidores ativos na cidade’’, resume.
Outra avaliação feita pelo gerente do Sine é quanto à massa salarial dos trabalhadores da região, que tende a aumentar. ‘‘Passamos a fase de demanda de vagas, ou seja, estamos já há alguns anos com boa oferta de empregos. O próximo passo é a valorização salarial. A tendência é de melhora do nível do emprego, com reflexo direto na média de ganhos’’.

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