Especial para a Folha Viva

Luke Skywalker, a princesa Leia e Han Solo se alinham no lado do bem, contra o vilão Darth VaderRolling Stones ou Beatles? Star Trek ou Star Wars? Guardadas as devidas proporções, existem muitas semelhanças entre os dois grupos de rock e as duas séries de ficção-científica. ‘‘Jornada nas Estrelas’’ (Star Trek) estaria mais próxima dos Stones: estão ‘‘na estrada’’ há mais tempo (31 anos), nunca saíram do ar e utilizam basicamente a mesma matéria-prima. ‘‘Guerra nas Estrelas’’ (Star Wars) seria mais ou menos como os Beatles: tiveram uma carreira fantástica e de extremo sucesso no final da década de 70 e sumiram de cena. Continuam no inconsciente coletivo do planeta, alimentando sua universal legião de fãs, de tempos em tempos, através de bem trabalhadas edições especiais.
A última delas, e com certeza a melhor de todas, acaba de chegar ao Brasil. Estréia hoje em 180 salas do país a versão revista e ampliada (possui quatro minutos e meio inéditos e o que de mais moderno existe em tecnologia digital) de ‘‘Guerra nas Estrelas’’, escrito, produzido e dirigido por George Lucas em 1977 e que agora chega da maneira que ele queria ter feito há vinte anos.
‘‘Guerra nas Estrelas’’ é o filme mais importante do moderno cinema americano. Antes de seu lançamento, a indústria hollywoodiana vinha colecionando fracassos, com exceção de ‘‘A Noviça Rebelde’’, ‘‘Sem Destino’’ (que era independente) e ‘‘Tubarão’’. Com ‘‘Star Wars’’, um roteiro que foi recusado por diversos estúdios, Hollywood descobriu que um filme não se limitava apenas às salas de exibição: havia um enorme público faminto por brinquedos, camisetas, bonés, chaveiros e qualquer outro produto relacionado ao filme.
O projeto original previa nove filmes, divididos em três trilogias. Lucas optou por começar pelo meio, por ser a parte com mais ação, é por isso que muita gente estranhou quando apareceu a legenda: ‘‘Capítulo 4 - Uma Nova Esperança’’, no início do primeiro filme. A trilogia do meio (capítulos 4, 5 e 6)centra sua trama na redenção do vilão Darth Vader, o pai do herói da saga, o jovem Luke Skywalker, alter ego de George Lucas. Vader foi corrompido pelo lado negro da ‘‘força’’ (ver box), e ao lado do Imperador lidera o Império do Mal, um grupo bélico que acabou com os Cavaleiros Jedi e a República e agora domina o universo. Os rebeldes, liderados pela Princesa Leia Organa, encontram em Luke, o último dos Jedis, e em Han Solo, um mercenário, seus principais aliados contra o Império.
DivulgaçãoEsta é uma das cenas que não foram exibidas na versão de 1977: Jaba (em imagem digitalizada) cobra uma dívida de Han Solo
‘‘Guerra nas Estrelas’’ é de 1977. Sua continuação, ‘‘O Império Contra-Ataca’’, saiu em 1980 e o encerramento da trilogia, ‘‘O Retorno de Jedi’’, é de 1983. Os três estão sendo sendo relançados em todo o mundo. Somente nos Estados Unidos a trilogia de Lucas já faturou mais de um bilhão de dólares nos cinemas nestes últimos vinte anos, sem computar os mais de quatro bilhões com produtos afins e cerca de um bilhão em fitas de vídeos. Em termos globais, estas cifras chegam à casa dos dez bilhões de dólares. Um lucro fabuloso para um investimento inicial de apenas dez milhões (o custo de ‘‘Star Wars’’ em 77).
Lucas prepara agora a primeira trilogia (capítulos 1, 2 e 3). As filmagens terão início em setembro deste ano e o primeiro capítulo deverá ser lançado no dia 25 de maio de 1999, nos Estados Unidos. O segundo e terceiro estão previstos para maio de 2001 e maio de 2003, respectivamente.
Desta vez, a história se centrará na juventude de Anakin Skywalker (o futuro Darth Vader) e Obi-Wan Kenobi (seu melhor amigo e mestre Jedi). Segundo Lucas, o primeiro filme apresentará as personagens. O segundo mostrará o envolvimento de Anakim com a mãe de seus filhos (Luke e Leia) e, no terceiro, ele será dominado pelo lado negro da ‘‘força’’.
Com relação aos capítulos 7, 8 e 9, Lucas ainda não quer adiantar nada. Em resumo, é mais uma questão de tempo e dólares. Que a ‘‘força’’ continue com George Lucas...

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