Geneticista diz que condições do ambiente são importantes
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sábado, 04 de junho de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O geneticista Salmo Raskin ressalta que um ser humano pode passar dos 100 anos conforme a influência de três fatores principais: predisposição genética a uma idade prolongada, condições do ambiente onde o indivíduo vive e estilo de vida. Ele explica que, destes três itens, o primeiro é o menos importante.
''Não existe etnia mais ou menos propensa a viver muito. A população do Japão tem a maior taxa de sobrevivência do mundo; lá, a expectativa de vida beira os 90 anos. Como se trata de um país bastante desenvolvido, é certo que boas condições de vida são os fatores mais influentes na extensão da idade'', argumenta Raskin.
O geneticista afirma que não há segredo na fórmula para viver mais: ela consiste de prática regular de exercícios, dieta adequada com poucas gorduras e muitas fibras, pouca exposição a raios solares, eliminação de hábitos nocivos como fumar e usar drogas. ''Obviamente, nunca se pode dizer com certeza que uma pessoa que adota estes comportamentos vai chegar aos 100 anos de idade. Muitas doenças são imprevisíveis, como a de Alzheimer'', relata o médico.
Segundo Raskin, o ser humano começa a ficar mais propenso a patologias a partir dos 40 anos. Dos 60 anos em diante, as doenças se tornam mais graves e tendem a se acumular. É um processo inevitável, mas que pode ser atenuado com a busca pela qualidade de vida.
''O ideal é que toda pessoa procure maneiras de exercitar a mente, de forma a preservar a memória. Isto pode ser feito através de atitudes simples, como a montagem de quebra-cabeças ou o preenchimento de palavras cruzadas, mas principalmente por meio da permanência em algum trabalho. Quando o indivíduo deixa de trabalhar, o processo de perda da memória fica mais rápido'', diz o geneticista.


