Numa época em que a atenção do homem moderno está voltada para o consumo de alimentos orgânicos, livres de produtos químicos, certamente a cultura indígena tem muito o que ensinar - ou relembrar.
Dezenove de abril é Dia do Índio e nada melhor nesta página de gastronomia do que recordar a influência na alimentação brasileira dos costumes do povo que habitava a América antes da chegada dos colonizadores europeus. O que seria da nossa vida hoje sem o milho e seus derivados, a mandioca, o guaraná, o palmito, a tapioca? Muitas das frutas que o brasileiro consome vêm dos ensinamentos indígenas.
A própria pipoca - essa delícia consumida em todos os continentes e difundida onde quer que haja um cinema - é herança dos nossos índios. Sem contar que já foram encontrados, no Peru, antigos vasos que eram utilizados para fazer pipoca por uma cultura pré-inca, datando de 300 a.C.
Quando chegaram por aqui, os colonizadores europeus conheceram e apreciaram a maneira indígena de estourar o milho em uma superfície quente e transformá-lo em uma iguaria em forma de bolinhas brancas.
A alimentação indígena é natural, rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes - pelo menos entre aqueles grupos que têm pouca influência do homem branco. Eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza, sem agrotóxico.
Além da pipoca, do milho e da mandioca, há outras comidas que você conhece, gosta, e pode ser que não se deu conta que levam ingredientes trazidos para a nossa cultura pelos índios, como a tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca), pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe) e biju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina).
A FOLHA buscou inspiração na cultura indígena para sugerir pratos feitos com base em ingredientes como os citados acima. As receitas a seguir foram retiradas do livro "Deliciosas Receitas", lançado ano passado pelo voluntariado do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e de alguns sites de gastronomia da internet.

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