Gás metano deverá render royalties para o município
Com o fim da garimpagem de lixo e a evolução do programa de reciclagem, a prefeitura começou a cuidar do aterro com técnicas ambientais mais adequadas. Foi construída uma lagoa de chorume e o lixo começou a ser armazenado em células, com a construção de dutos para o vazamento do gás metano.
Essa técnica atraiu a Londrina recentemente a cientista ambiental norte-americana Toni Michele Nelson, consultora da empresa britânica Ecosecurities. Ela vistoriou o aterro e garantiu que a quantidade de gás metano produzido no local é favorável para que a cidade receba recursos financeiros provenientes da troca de carbono.
A troca de carbono foi oficializada pelo protocolo assinado na cidade japonesa de Kyoto, em 2001, estabelecendo que países ou municípios que adotem Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDLs) possam comercializar comoditties (títulos) na Bolsa de Valores, obtendo royalties pagos pelos países poluidores.
A quantidade de créditos vendidos aos países ou cidades que não conseguem reduzir seus níveis de poluição é medida pela quantidade de toneladas de gás carbônico (CO2), transformadas nos aterros sanitários ou em outros locais. O gás carbônico é obtido com a queima do gás metano gerado no aterro sanitário, que é 21 vezes mais nocivo à camada de ozônio quando lançado na atmosfera in natura. A queima é que gera os créditos de carbono, vendidos no mercado.
Com isso, a Prefeitura de Londrina deverá escolher uma empresa para a implantação de um projeto da queima do gás metano, que já ocorre em pequena escala no aterro sanitário. Após instalado, o sistema para captação e queima do gás é vistoriado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que certifica a quantidade de créditos que podem ser colocadas no mercado. Quando concluir o projeto, Londrina poderá negociar os créditos de carbono com países europeus, com o Japão ou com a Nova
Zelândia.





