Gás, a energia do futuro
As indústrias da região metropolitana de Curitiba e da região de Ponta Grossa se estruturam e modificam rapidamente seus maquinários para começar a usar o gás natural ou de refinaria como energético. Cinco indústrias de Curitiba e Araucária já recebem o gás que sai da Refinaria Presidente Getúlio Vargas e outras 15 começam a receber nas próximas semanas. A meta da Companhia Paranaense de Energia é levar a tubulação até Ponta Grossa, ampliando para 120 o número de empresas atendidas.
O fornecimento do gás de refinaria é uma etapa que antecede à chegada do gás natural da Bolívia, previsto para abastecer a tubulação paranaense a partir do final deste ano. O ramal avança no Estado pela região do Vale do Ribeira (Nordeste) até Curitiba e depois vai até a Garuva, município catarinense próximo a Tijucas do Sul e Guaratuba, perfazendo 120 quilômetros.
Para a Compagás, utilizar o gás no lugar da eletricidade como alternativa energética é uma estratégia para promover a industrialização. O gás é o energético do futuro, pois ele é mais eficiente. As empresas não se estabelecem mais se não tiverem uma opção de abastecimento de gás, avalia o presidente da Compagás, Luis Roberto Bruel.
Pensando na procura pelo produto e com medo de perder investimentos para Estados vizinhos, o Paraná desenvolve sua própria rede de abastecimento. Até agora, foram instalados 53 quilômetros de tubulação, sendo que outros 200 quilômetros estão com as obras contratadas.
Hoje, entre 60% e 80% do consumo de gás se concentra na região de Curitiba até Ponta Grossa. As empresas que estão nestes municípios recebem 120 mil metros cúbicos de gás por dia.
Norte As indústrias do Norte do Paraná deverão ser beneficiadas com o gás natural, uma energia de baixo custo que irá baratear a produção de quem trabalha com queima. Para garantir a demanda necessária de gás a fim de que a região possa ter um ramal do gasoduto Bolívia-Brasil, o governo do Estado já anunciou a construção de uma termoelétrica de 450 megawatts de energia em Londrina.
Com investimentos de US$ 290 milhões, a usina deverá consumir 2 milhões de metros cúbicos de gás natural. A Copel elabora estudos de viabilidade para a implantação da termoelétrica, que deve começar a ser construída no próximo ano. O local das obras ainda não foi definido.
Outra alternativa para abastecer a região é o gás natural de Pitanga, no centro do Estado. A vazão e a pressão do poço do Mato Rico estão sendo analisadas pela Petrobrás, que também perfura um poço no município de Palmital, na região de Pitanga.





