Garcia participa desde o início da Acil
Foto de Arquivo V.GarciaUm dos funcionários mais antigos da empresa, admitido em 1968, o jardineiro José da Silva posa ao lado da Catita, o nº 1 da Garcia Histórias de gente de garra, empreendedora e com vontade de vencer na vida, Londrina tem muitas. Uma mais apaixonante que a outra. Os fundadores da Viação Garcia se enquadram neste perfil de vencedores.
Quando o espanhol Celso Garcia Cid chegou ao Norte do Paraná decidido a fazer a vida por aqui, não mediu esforços. Ele foi garçon em São Paulo e Cambará e motorista de caminhão em Londrina, puxando toras para uma serraria e depois por conta própria, quando comprou um caminhão.
Naquela época, início dos anos 30, a Companhia de Terras Norte do Paraná é quem fazia o transporte de passageiros até Londrina. Com a chegada da ferrovia, a Companhia vendeu os veículos para Celso Garcia e Mathias Heim, chefe da oficina de manutenção. Os dois se tornaram sócios e criaram a empresa que, anos depois passaria a se chamar Viação Garcia.
A sociedade entre Heim e Garcia não duraria muito. Heim estava cansado de tantas dificuldades. Andando só em estradas de terra, atoleiros intermináveis, os ônibus quebravam muito. Heim não aguentou mais e vendeu sua parte no negócio a outro espanhol, José Garcia Vilar. Em 37, ano que a Acil foi fundada, a Garcia já contava com 8 ônibus e fazia propaganda no jornal Paraná Norte de seus serviço: Empreza Rodoviária Garcia & Garcia. Jardineiras e omnibus de luxo ligando a cidade de Londrina em viagens diárias a Nova Dantzig, Rolândia, Arapongas, Apucarana e Lovat.
A empresa nunca mais parou de crescer e se modernizar. Em 1940, eram 18 veículos; em 1950, oitenta, e em 1960, a frota foi para 318 ônibus. Em abril de 77, a Garcia criou um Centro de Treinamento, onde se ensina de legislação de trânsito e trabalhista a primeiros socorros. O resultado do treinamento foi bom: em 91, por exemplo, um motorista fez um parto de uma passageira em viagem.
É impossível separar a Viação Garcia da história de Londrina e da Acil. Embora os primeiros registros oficiais de participação como sócia da entidade nos arquivos da Garcia sejam de setembro de 1976, desde sua instalação ela sempre participou dos movimentos comunitários. Em 9 de novembro de 1935, por exemplo, a Garcia emprestou sete ônibus para uma manifestação para arrecadar fundos que seriam usados na construção da Santa Casa.
Não houve nenhum movimento promovido pela Acil do qual a Viação Garcia não participasse. A união de nossa empresa com a Acil passa, antes de tudo, por nossa integração com a cidade. Sempre soubemos, desde os tempos de nossos fundadores, que nenhuma atividade é plenamente compensadora se não houver participação. Isso Celso Garcia e José Garcia Vilar nos ensinaram de modo claro. Nem saberia dizer quantas vezes nossa empresa participou dos movimentos liderados pela Acil. Mas, posso garantir que, daqueles realmente importantes, que eram decisivos para o bem da cidade, nunca fugimos à nossa responsabilidade, diz o diretor Fernando Garcia Cid.





