Galletto, o bravo abridor de sucursais
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Da Redação 
O italiano Giovanni Baptista Galletto, ex-combatente da resistência ao nazismo na Itália, foi um lutador também no jornalismo paranaense, ao fomentar a instalação de várias sucursais da Folha no Paraná e as sucursais de Campo Grande, Dourados e Cuiabá, antes da divisão de Mato Grosso.
Trabalhando em outro jornal, em Maringá, Galletto não se sentia realizado, porque o jornalzinho mal saía das divisas daquele município. Uma vez, em Faxinal, durante visita do secretário estadual de Saúde, Arnaldo Busato, perguntou a Jota Oliveira, então editor regional, e a Alexandre Rocha Filho, O Mineiro, da Circulação, se a Folha não estaria interessada em instalar uma sucursal em Maringá. Os funcionários sugeriram que ele visitasse o jornal e falasse com o gerente administrativo na época, Álvaro Grotti.
Deu certo. Galletto entrou na Folha, fundou a sucursal de Maringá e, dali em diante, as sucursais de Paranavaí, Campo Mourão, Cianorte, Umuarama, Cascavel, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão. Esta expansão ocorreu há cerca de 30 anos. Em Cascavel, o jornalista Paulo Roberto Pegoraro, 43 anos, 20 anos de Folha, recorda Galletto: Ele conhecedor do Brasil como poucos brasileiros. A Folha, era a sua vida.
Maria de Lourdes Galletto, esposa de Giovanni, trabalhou no setor comercial, na sucursal de Cascavel. A Folha é parte da história de nossa vida. Galletto amava a Folha e se preciso brigava para defendê-la. Mas, ela recorda que o marido deixou a empresa magoado com fatos que resultaram em sua saída, por causa da impessoalidade que passou a vigorar, assim como ocorreu com praticamente todas as grandes empresas.
A Folha acompanhou a evolução sócio-econômica da região. Paulo Pegoraro, encarregado do noticiário na área da sucursal de Cascavel, que no início as matérias eram passadas para Londrina em lauda, por malote, ou por telefone. Depois, veio o telex, sempre complicado, com seus insuportáveis truncamentos.
O passo seguinte foi o aparelho de fax, uma vitória para nós, e uma derrota para o malote e o telex. Mas em compensação a velha Remington voltou a ter seus dias de glória. Quando a telefoto começou a ser utilizada na região, nova emoção, pois a foto chegava em Londrina no mesmo dia da matéria. Para isso, quem se danava era o colega (já há 13 anos) Edson Mazzetto, 36 anos, repórter-fotográfico, porque às vezes tinha que repetir várias vezes a transmissão.
A chegada da informatização foi inicialmente um desespero, conta Pegoraro, porque o computador era um bicho inteiramente desconhecido. Nos primeiros dias deu vontade de pedir transferência para o meio do mato, onde não houvesse computador, mas logo a seguir conferiu-se a precisão, simplificação e agilidade no processo de produção.
Para a produção fotográfica, a mesma tecnologia, com o scanner, que transfere a imagem para o computador, e deste para a sede do Jornal - inicialmente, pela rede interna de comunicação; hoje via Internet.


