Futuro geógrafo também é um pesquisador nato
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de dezembro de 2006
Karla Matida<br>Reportagem Local 
É sempre interessante aprender algo novo, avisa o estudante de geografia Hugo Ribeiro Borges de Paula, 22 anos. Aliás, foi esse o motivo que o levou a se inscrever na seleção de novos estagiários da Embrapa-Soja. Com a vaga conquistada, desde janeiro ele tem participado do projeto acadêmico da instituição. Queria tentar um campo novo, diz ele, que passou os últimos meses lidando com cultivares de soja.
Sob orientação do pesquisador José Renato Faria, o estágio rendeu um elogiado trabalho apresentado em agosto. Entre experimentos em campo e nas casas de vegetação, Hugo estudou as deficiências hídricas e suas influências na safra. O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo e o Norte do Paraná, nossa região, está entre os grandes produtores, lembra o estagiário. Então eu não estão tão fora da minha área assim, explica.
Com a opção de renovar o estágio por mais um ano, o estudante vai aumentar seu tempo na pesquisa simultaneamente ao último ano da faculdade. Apesar dos bons resultados iniciais e da projeção de outro ano muito interessante pela frente, Hugo ainda não planeja dedicação exclusiva à pesquisa. Quero lecionar, avisa. Ainda falta pouco mais de um ano para a formatura, mas o estudante já vislumbra um futuro generoso. Pensa em dar aulas primeiro para o ensino fundamental e contribuir com a educação dos pequenos. É a forma dele fazer sua contribuição para a educação dos mais jovens, dividindo seu conhecimento.
Depois de passar pelas crianças, o próximo degrau do planejado futuro de Hugo é se tornar professor universitário. O estudante está na lista do pesquisador José Renato Faria, que associa alguns estagiários a futuras indicações ao mestrado.
Reações climáticas, deficiências hídricas e taxas fotossintéticas fazem parte do vocabulário básico do estudante, que se empolgou com a possibilidade de seus estudos auxiliarem outras pessoas. É interessante descobrir maneiras e caminhos para os agricultores, relata.
No estágio das 8h às 15h tem sobrado pouco tempo para voltar para casa e se preparar para a segunda jornada, a da faculdade. Os horários são apertados, mas ele garante que vai repetir a dose no ano que vem. São pessoas como Hugo que vivem descobrindo o novo.


