Furukawa cresce junto com mercado das teles
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de maio de 1997
Elisa Marilia 
Sucursal de Curitiba
O crescimento do mercado de telecomunicações possibilita uma situação invejável no mercado para a Furukawa Industrial S/A Produtos Elétricos. Com um faturamento bruto previsto de R$ 400 milhões para este ano e lucro líquido de 25 milhões, na ordem de 25%, a empresa, de capital aberto, ganha com o aumento da demanda no seu setor.
Cabos eletrônicos e cabos para informática são os produtos fabricados na unidade fabril da Cidade Industrial de Curitiba. O faturamento bruto dos anos anteriores ficou em R$ 170 milhões em 1995 e R$ 220 milhões no ano passado. O lucro médio nesses anos foi de 10%.
A Furukawa tem o Brasil como principal mercado consumidor, cerca de 90% da produção. O restante é exportado para a América do Sul. Os principais países importadores estão entre os países componentes do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai).
O crescimento nas vendas gerou também um aumento significativo no número de empregados da indústria. Nos anos de 1994 e 95 a empresa não aumentou seu quadro de 450 funcionários, mas este ano foram contratadas mais 150 pessoas e a previsão é chegar a 700 empregados até o final do ano.
Segundo o diretor da divisão de engenharia de sistemas, Foad Shaikhzadeh, a indústria tem uma outra unidade na cidade de Lorena, no interior de São Paulo. O total de empregos diretos em todo o País chaga a 1.100. Em 1994 tínhamos 800 funcionários nas duas unidades e este número chegou a mil em 95 e 96. Em Lorena, a produção é de cabos de alumínio usado pelas companhias de energia elétrica, destaca.
As principais matérias-primas usadas pela unidade de Curitiba são o cobre, materiais plásticos e fibras óticas. Com o crescimento da economia e consequente aumento da demanda tivemos algumas dificuldades com os fornecedores internos, mas conseguimos ampliar a nossa rede. O Plano Real foi o responsável por este aumento mas nada que não pudéssemos resolver.
Outra consequência do Plano Real citada por Shaikhzadeh são os benefícios da estabilidade do mercado, a possibilidade de planejamento e uma visão mais objetiva do que vai acontecer. Hoje é mais fácil fazer previsões. Com os índices de inflação anteriores ao plano, era bem mais complexo ter qualquer idéia do que podia acontecer em termos de mercado.
Segundo o diretor, ainda estão sendo encontradas barreiras ao crescimento econômico, como as dificuldades com os juros altos e a complexidade do câmbio. Reconheço que a política fiscal não deve proteger em demasiado a indústria nacional, mas os impostos ainda são muito caros, da mesma forma que para os insumos e matérias-primas. No meu entendimento, a cobrança deveria ser para o produto acabado, o que estimularia a produção local.
O plano de metas do Ministério das Comunicações, segundo Shaikhzadeh, possibilitou o aumento da demanda das telecomunicações em duas ou três vezes em comparação com três ou quatro anos anteriores.
O incentivo à competição com regras claras e uma política fiscal transparente devem trazer como consequência a queda dos preços e a maior poder de compra tanto para as indústrias quanto para os consumidores. De acordo com Shaikhzadeh, o crescimento do mercado das telecomunicações e da informática está possibilitando o planejamento futuro da indústria. Estamos planejando oferecer soluções completas e integradas ao mercado e não apenas partes. Queremos poder fabricar cabos e instalá-los.RAIO X
Setor: Produtos elétricos
Faturamento
- em 96: R$ 220 milhões
- Previsão para 97: R$ 400 milhões
Lucro líquido: R$ 25 milhões
Funcionários: 600


