Dos 80 meninos de rua atendidos pela Fundação Profeta Elias na Chácara de 4 Pinheiros, 50 são encaminhados pela Prefeitura de Curitiba, 20 pela Prefeitura de São José dos Pinhais e 6 pela Prefeitura de Fazenda Rio Grande. As vagas restantes se destinam a outros casos, geralmente abordados na rua, ou aqueles que procuram expontaneamente a instituição.
Na chácara de Mandirituba, eles recebem acompanhamento escolar, fazem cursos extracurriculares, como inglês, mecânica e informática, e participam de uma das cinco cooperativas existentes na instituição: floricultura, serigrafia, artesanato, horta e reciclagem de lixo. Através de uma parceria com o Clube Atlético Paranaense foi montada em 2005 uma escolinha de futebol.
As acomodações são divididas em 6 casas-lares. Logo que chegam, os internos são encaminhados à casa número 4, onde recebem atendimento individual e se adaptam às regras da casa. Nesta residência também ficam as crianças de 7 a 10 anos. A casa 2 recebe meninos até 12 anos que já passaram pelo processo de adaptação, ou meninos recém-chegados. Na casa 1 estão adolescentes de 12 a 14 anos que recebem noções de cidadania e preparam-se para o mercado de trabalho. As casas 3 e 5 abrigam maiores de 14 anos que são encaminhados a estágios e cursos profissionalizantes. Quando completam 18 anos, os meninos vão para a sexta casa, uma república em Curitiba onde se preparam para ter autonomia financeira. Cada um dos nove moradores contribui com R$ 50 para as despesas da casa. Atualmente, 4 deles fazem faculdade.
Todos os meninos da Chácara estudam em escolas na Região Metropolitana. É no contraturno escolar que eles desenvolvem atividades extras. Segundo Fernando Goes, os rumos que a instituição toma são decididos em conjunto com os próprios atendidos.
Paralelemente às atividades escolares e profissionalizantes, a Fundação trabalha o resgate do vínculo familiar. Outras instituições parceiras atuam diretamente na família dos internos. Quando este vínculo não pode mais ser restituído, entram em cena os ''padrinhos'', voluntários que suprem o vácuo afetivo destes meninos, acompanhando sua evolução escolar e servindo como modelo paternal.
Através do Rotary Clube foi construído um consultório médico e odontológico para atender os internos. Outra parceria, com o governo federal, trouxe internet via satélite para a Chácara, que será disponibilizada também para a comunidade de Mandirituba. (A.A.)

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