Não é apenas a segurança do trânsito que é afetada por carros mal conservados ou muito antigos. De acordo com o professor da PUC Paraná, Arnaldo Mueller, doutor em Ciências Ambientais, equipamentos de gerações mais antigas produzem mais poluentes, pois não queimam completamente o combustível. O monóxido e o dióxido de carbono que sobram desse processo acabam indo para a atmosfera e a concentração alta desses gases pode causar problemas pulmonares graves.
Segundo o professor, atualmente a gasolina é mais limpa e os carros mais econômicos. Mesmo assim, quando há negligência por parte dos proprietários, pode haver prejuízo ao meio ambiente. ''Uma vela queimada significa que o combustível que foi para aquela câmara foi desperdiçado'', observa. Um motor mal conservado e pneus mal calibrados também exigem um maior gasto de combustível o que representa uma emissão maior de gases poluentes.
Na opinião de Mueller, Curitiba não favorece a concentração desses gases. ''A arquitetura da cidade facilita a circulação do ar'', diz. Apesar disso, qualquer alteração na qualidade do ar pode trazer problemas ao meio ambiente. Combustíveis fósseis, como a gasolina, possuem várias substâncias ácidas, como os sulfetos. ''Quando os sulfetos encontram a água da atmosfesfera formam o ácido sulfúrico'', explica Mueller. Quando essa água precipita o que temos é a chuva ácida. (A.A.)

Idade da Frota de Curitiba

Entre 0 e 5 anos - 458.413
De 6 a 10 anos - 206.740
De 11 a 20 anos - 218.443
De 21 a 30 anos - 103.896
Acima de 30 anos - 48.327
TOTAL - 1.035.819

Fonte: Detran

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