França - Aí vou eu
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quinta-feira, 04 de setembro de 1997
Fabiano Camargo 
Marcelo AlmeidaFelipe Vítola afirma que a Copa do Mundo faz brasileiros adiantarem os planosZagallo ainda não acertou o time, mas isso não impede que uma seleção de torcedores já esteja se concentrando com muito entusiasmo e confiança para assistir à Copa da França. Como a cota de ingressos destinados à venda no Brasil ainda não está disponível, os pacotes turísticos das agências são a única saída para quem quer garantir, agora, a chance de torcer ao vivo pela Seleção Brasileira em 1988. As agências mal lançaram pacotes e muita gente já garantiu vaga na arquibancada.
O brasileiro em geral não costuma programar as férias com um ano de antecedência, mas a Copa do Mundo é uma pequena exceção, diz o proprietário da agência Stop and Go, Felipe Vítola. Já tem muita gente procurando os pacotes e isso certamente só vai aumentar até o final do ano.
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Na sede curitibana da agência Stella Barros, uma das maiores do país, o movimento também está decolando. Notamos que as pessoas estão bem otimistas com a conquista do pentacampeonato. Este favoritismo motiva ainda mais as vendas, diz a supervisora da agência, Márcia Lippi. Os pacotes turísticos, além de serem mais práticos, também estão sendo procurados por outro motivo: a dificuldade em se conseguir comprar os ingressos avulsos. No Brasil, por enquanto eles só são encontrados nas agências de turismo, que os vendem apenas integrados aos pacotes.
Segundo determinação da Fifa aos países filiados, os ingressos avulsos só começarão a ser vendidos no início do ano que vem. Na França, eles poderão ser comprados a partir de novembro. Uma cota inicial de passes que dão direito a assistir a todos os jogos da primeira fase, os chamados Passe France, que começaram a ser vendidos em novembro do ano passado, esgotaram há cinco meses.
A Copa do Mundo da França tem um atrativo a mais para conquistar torcedores. Depois da edição francesa, a próxima deve ser no Oriente. A distância - e o custo - serão muito maiores. O contador José Edmundo, 43 anos, é um dos que decidiram embarcar rumo a França diante deste prognóstico.
Sempre tive vontade de ir, e se eu não fosse agora, ia demorar muito: não tenho vontade de assistir uma copa no Japão ou na África, diz Edmundo. E como esta Copa é na Europa, onde tudo fica muito próximo e é fácil se locomover de um país para o outro, vou aproveitar para conhecer o continente. Caso o Brasil se dê mal, pelo menos terei conhecido países diferentes.
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O contador comprou um pacote para assistir os jogos do Brasil a partir da segunda fase. O time não está lá estas coisas, mas temos que acreditar, diz ele. O comerciante Ailton Breda, 34 anos, outro torcedor que adquiriu um pacote para assistir as fases finais da Copa, é mais um otimista. O futebol da Seleção tem que melhorar muito. O que ajuda é que os outros países também não estão com esta bola toda, avalia. Para quem gosta de futebol, assistir a competição mais importante do mundo desse esporte é uma experiência inesquecível. É um velho sonho, comenta Ailton Breda. Não que eu seja um fanático, mas acho que vou sofrer bastante.


