Foz busca um novo capítulo na história
Após crescimento desenfreado que originou a formação de pequenas favelas, a maioria à beira do Rio Paraná, cidade está tentando afastar jovens e adolescentes do crime que se fortaleceu na fronteira
Foz do Iguaçu - Em 1974, quando os primeiros trabalhadores contratados para ajudar a construir a Usina de Itaipu começaram a chegar a Foz do Iguaçu, a cidade tinha duas ruas asfaltadas e aproximadamente 20 mil habitantes. Nove mil moradias foram construídas dos lados brasileiro e paraguaio para abrigar os funcionários. Apenas 10 anos depois, já haviam mais de 100 mil pessoas morando em Foz.
O crescimento desenfreado originou a formação de pequenas favelas, a maioria à beira do Rio Paraná, que servem ao tráfico e contrabando como ponto de desembarque e registram elevados índices de homicídios. Em alguns bairros construídos para abrigar operários da usina os índices de violência também assustam e contrastam com a organização urbana e a qualidade das casas.
Contudo, a administração municipal dá mostras de esforço para iniciar um novo capítulo na história da cidade, tentando afastar jovens e adolescentes do crime que se fortaleceu na fronteira.
No início de 2009, foi criada a Secretaria da Juventude, Trabalho, Emprego e Antidrogas. ''Sabemos que pela nossa situação geográfica os jovens são atraídos primeiro pelo contrabando, depois vão para o tráfico e terminam mortos ou na cadeia. Temos consciência de que é uma guerra difícil, mas vamos lutar'', destaca o responsável pela secretaria, Sidnei Prestes Júnior.
As armas da secretaria são programas voltados à educação, desenvolvidos em parceria com os governos Federal e estadual, como o Pró-Jovem, que oferece uma bolsa de R$ 100 para jovens com mais de 18 anos concluírem o ensino fundamental. Para o ensino médio, é oferecido um estágio que paga R$ 350. Quem vai para a universidade também faz estágio e recebe R$ 450. ''Os criminosos pagam mais, por isso temos que fazer um trabalho especial para mostrar a eles que o melhor caminho é seguirem conosco'', enfatiza Prestes Júnior. (W.S.)





