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PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
No domingo, 12 de abril, o autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, recebeu os carros da Stock Car, a categoria de automobilismo mais famosa do Brasil. A impressão de circular pelo autódromo é a de estar em outro lugar, de viver um pouco o glamour da Fórmula 1. Deve ser por isso que os ingressos muito mais caros para visitar os boxes e estar nos camarotes atraiam mais gente que a arquibancada. Nos boxes, garotas lindas circulam entre mecânicos com as mãos sujas de óleo. Também estão lá celebridades, atores, esportistas. Todo mundo usa óculos escuros, posa para fotos, toma energético. O clima antes da corrida é de sonho; de doce vida.
Por outro lado, as máquinas são o contraponto a toda ilusão de glamour: vêm rugindo, mecânicas, duras, gritantes, velozes. O barulho do motor fere os ouvidos; o cheiro de combustível queimado entope as narinas. Assistir aos poucos segundos dos carros passando é vertiginoso, dá náusea, é frio e emocionante ao mesmo tempo. Dentro dos carros os pilotos são de verdade - e não aqueles que há pouco tiravam fotos com o público que pagou caro para estar ali. Não há beleza em uma corrida de carros: há violência e há dor.


