Foto e vídeo exigem cuidado na escolha
A história é sempre a mesma: o casal volta da lua-de-mel, instala-se no novo apartamento e começa a chamar os amigos para ver as fotos e o vídeo do casamento. O que poderia ser uma diversão é, na maioria das vezes, um suplício atroz. Fotos monótonas, vídeos formais, registros que pouca gente se anima a ver. A falta de criatividade impera entre boa parte dos fotógrafos. Quase sempre encarados como profissionais de segunda linha pelos próprios colegas, o time que se dedica a casamentos, no entanto, não tem do que reclamar.
É um trabalho rendoso e há espaço no mercado, acredita o fotógrafo José Luiz Karam Salata, há 12 anos no ramo. Clicando uma média de 20 casamentos por mês, Karam engrossa o time que aponta a mais recente verdade: casar em maio não é mais prioridade. É a primavera a época eleita para os enlaces atuais.
Se a lista telefônica exibe uma vasta oferta de fotógrafos especializados em casamentos, nem por isso o reinado de certos profissionais cai por terra. Festejado como o fotógrafo de dez entre dez casamentos elegantes na cidade, Paulo Cougo, com mais de 30 anos de profissão, não se assusta com a concorrência. Sou o melhor, acredita, com um rol de socialites entre as noivas que já clicou. É também o mais caro.
Ao longo das décadas, Cougo mudou a técnica, mas não o olhar aguçado. Sua especialidade são as fotos tradicionais. Uma hora antes da cerimônia, vai até a casa da noiva para as poses. O ideal, no entanto, é que essas fotos possam ser feitas uma semana antes, calmamente, mas é raro alguma noiva que se disponha a se preparar duas vezes, afirma. Cougo recusa-se a captar instantes que resvalam no brega, como cortar a gravata do noivo para juntar dinheiro entre os convidados.
Os serviços fotográficos vêm sempre acompanhados pelo vídeo, ainda mais delicado. Quem e o que filmar resulta de um acerto entre o profissional e os noivos. Em casamentos com muitos convidados, por exemplo, costuma-se focalizar apenas quem se aproxima da noiva.
Antes de contratar qualquer serviço, seja de foto, buffet, floricultura ou música, é bom pegar referências com quem já utilizou esses profissionais ou, no mínimo, avaliar através de álbuns ou amostras a qualidade do que é oferecido.





