Fórum do Agro aponta desafios do segmento
Debate teve a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e lideranças do agronegócio
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terça-feira, 09 de abril de 2019
Debate teve a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e lideranças do agronegócio
Victor Lopes - Grupo Folha 

Centenas de produtores rurais e representantes do agronegócio se reuniram na tarde de ontem (8), na ExpoLondrina, para debater o futuro do segmento em diversas vertentes, tratando da eficiência do agro, passando pela política internacional até a logística e infraestrutura.
Com a presença da ministra da Agricultura (Mapa), Tereza Cristina (leia mais na FOLHA desta terça-feira), e diversos painelistas de respaldo nacional aconteceu a terceira edição do Fórum do Agronegócio, com o tema “Da infraestrutura a agregação de valor. Soluções?”
Sem dúvida, um dos destaques do evento foi o economista, Ricardo Amorim, que apresentou aos produtores o cenário econômico atual do País. Para ele, apesar do crescimento nacional ainda ser tímido, o “fundo do poço” já passou durante o governo Dilma e agora é momento de uma curva de ascensão, natural pós-crises desse porte. “O Brasil cresceu nos últimos oito trimestres e ainda estamos no começo dessa curva. Este é o momento do produtor investir (apesar dos números ainda não serem tão expressivos).”

Mas para investir é preciso enfrentar também desafios e gargalos críticos. Para isso, o deputado Alceu Moreira, que é presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agricultura), salientou que este é o momento do agro “construir consensos”. “Temos pautas episódicas e de longo prazo. Precisamos de uma agenda organizada, passo a passo pra vencer essas questões.”
Para ele, um ponto positivo com o atual governo é que o ministério da agricultura e do meio ambiente estão trabalhando em sinergia. “Hoje estamos num novo ambiente, em que é possível a construção de políticas públicas e tirar as amarras do agro”, complementou.
Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Vieira, o Brasil tem potencial para mais que dobrar o volume de produção nos próximos 20 anos, mas precisa enfrentar uma lista de gargalos. “É o Custo Brasil, excesso de regulamentações, legislação trabalhista complexa, legislação ambiental, segurança no campo”, disse ele elencando outros fatores que afetam o desempenho do setor.


Por fim, vale dizer que a ministra deixou seu recado dizendo que o crescimento do agro depende que as reformas aconteçam, caso atual da reforma da Previdência. “Estive nos EUA e conversei com fundos internacionais que querem investir no Brasil. Entre tantas perguntas , umas das principais foram sobre as reformas” relatou ela.


