‘‘Os dois mil funcionários da Renault é que vão montar nossos carros. Os fornecedores terão uma produção integrada, mas independente’’, informou o diretor-presidente da Renault, Louis Schweitzer, durante o lançamento da pedra fundamental da fábrica de São José dos Campos, em 1996. Segundo ele, a montadora não pretendia adotar o sistema de produção da Volkswagem, de abrigar os fornecedores dentro da própria fábrica. Schweitzer avaliou que esse sistema garante maior volume de produção, mas também traz muitos problemas.
Ele admitiu, porém, a possibilidade de alguns fornecedores instalarem suas unidades no mesmo terreno da Renault, que possui uma área de 2,5 milhões de metros quadrados. É o chamado sistema ‘‘just in time’’, no qual os principais fornecedores produzem instalados no terreno da fábrica. No caso da Renault serão cinco empresas.
Uma é a francesa Bertrand Faure, que possui 50 fábricas em 14 países e tem 14 mil empregados, é líder européia na fabricação de bancos para automóveis e tradicional parceira da montadora na França, Espanha e Turquia. Fornecerá os bancos do Mégane, que será produzido no Brasil a partir de 1999. A Bertrand também está montando uma fábrica de estruturas metálicas em Quatro Barras, onde está investindo R$ 6,1 milhões, gerando 95 empregos diretos e 50 indiretos.
Outra empresa que funcionará dentro da Renault é a Ecia, fabricante de escapamentos. A montadora está estudando propostas de outras indústrias na área de painéis, suspensão e rodas para fazerem parte do sistema.

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