Fórmula sobrevive no século 21
A dramatização de histórias pelo rádio, apesar das novas mídias disponíveis, continua atraindo ouvintes. Afinal, os ingredientes que costumam prender a atenção das pessoas e são o principal conteúdo dos folhetins, atravessam os séculos: amor, ciúme, inveja, medo, superação. Emoções que nunca estarão totalmente fora de moda.
''Hoje no rádio é tudo mais fácil com a tecnologia, mas o que ainda move as pessoas é a imaginação. Acho que boa parte do sucesso dos nossos programas deve-se a isso. Cada um imagina os personagens de um jeito diferente, o que não acontece na tv'', argumenta Amauri Soares, de 43 anos, há duas décadas atuando como radialista. Ele destaca outra justificativa para o sucesso desse tipo de programa. ''As pessoas têm muita curiosidade sobre a vida alheia.''
Desde 2005, ele está à frente de dois projetos na rádio Banda B AM, como produtor de dois programas - A marca de uma história e Aconteceu - que utilizam a antiga fórmula da radionovela. Histórias enviadas pelos ouvintes são roteirizadas e ganham diálogos. A equipe de locutores da emissora se reveza nos diálogos. ''Tentei fazer algo diferente porque a maioria das emissoras, hoje, apenas narra as histórias'', conta. (L.X.)





