Curitiba - Victoria Secret se orgulhava de ter todos os homens aos seus pés. E gostava disso. Viajando com um grupo de cinco meninas auto-intituladas ‘‘As panteras’’, conheceu o País fazendo shows de strip-tease. Já ganhou muito dinheiro na noite e torrou outro tanto, especialmente com roupas e acessórios de marca que lhe valeram o apelido no meio e que a identifica nesta matéria. ‘‘Quando estava no meu auge, aos 25 anos, em dois meses e meio ganhei R$ 25 mil e comprei um Golf.’’ O ápice passou, são menos homens aos seus pés e os ganhos já não são tantos, mas, em sua opinião, continuam bons.
  Victoria trabalha em uma das casas de luxo da cidade e é uma das poucas que ultrapassou a barreira dos 30 anos e continuam ali. ‘‘As casas barram as mais velhas’’, explica Bia Gil, colega de boate, que diz ter 26 anos, enquanto, na verdade, tem 32. ‘‘Todas as mulheres da noite contam que têm dez anos a menos do que sua idade verdadeira.’’ No caso de Victoria, ela diz aos clientes que tem 30, ao passo que a sua identidade aponta 36.
  ‘‘Está vendo tudo isto aqui?’’, ela questiona enquanto olha para o ambiente da boate em que belas jovens realizam coreografias como se estivessem em uma danceteria. ‘‘É tudo uma ilusão.’’ Victoria Secret recorda que demorou para se dar conta disso. Desde o início do ano, faz um curso profissionalizante, que espera possa a ajudar a se aposentar. Quanto ao futuro, estará na noite ao chegar aos 40? ‘‘Somente se eu descobrir a fórmula da juventude. Se eu fosse eternamente jovem, seria eternamente puta.’’ (R.U.)

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