A notícia é das melhores para um país que lê pouco: de acordo com o Instituto Verificador de Circulação (IVC), a tiragem de jornais no Brasil cresceu 6,5% em 2006, superando o índice mundial, 2,3%, e o da América do Sul, que cresceu 4,6%. Em 2007, os números são ainda mais animadores. No período de janeiro a maio, o crescimento é 12% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Contudo, ainda há muito espaço para que as rotativas espalhadas pelo Brasil afora trabalhem cada vez mais. Segundo a Associação Mundial de Jornais (WAN), atualmente são produzidos no Brasil 45 exemplares para cada grupo de mil habitantes. Para efeito de comparação, o país em que mais se lê no mundo, o Japão, produz 633 jornais para cada mil habitantes.

Na opinião do diretor-geral do IVC, Ricardo Costa, o crescimento dos jornais brasileiros deve-se a dois fatores: o bom momento que vive a economia do país e a mudança dos veículos, que buscam se adequar aos mercados, alterando o formato, diminuindo o preço e até fazendo promoções, oferecendo brindes - os chamados ''anabolizantes'' na linguagem mercadológica - ou vendendo o jornal junto com outros produtos.

''Vemos que o Brasil está dando passos significativos na busca de mais leitores. É notório que a alfabetização aumentou e a economia está ajudando. Porém, precisamos de políticas de incentivo à leitura para melhorar ainda mais os nossos índices'', comenta.

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