Arapongas vive uma situação que poderia ser definida como ‘‘pleno emprego’’. Não há falta de trabalho para a pessoa qualificada. A demanda por mão de obra é tanta que trabalhadores são ‘‘impor-tados’’ de cidades vizinhas. Os operários das cidades mais próximas, como Astorga, Sabáudia, Rolândia e Apucarana vêm e voltam todos os dias para suas cidades. Mas há os que moram em cidades mais distantes e só voltam para casa nos finais de semana.
  A certeza de um emprego tem aumentado a procura por cursos de qualificação profissional na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Arapongas. Há uma boa parte de adolescentes que ainda cursa a oitava série do primeiro grau ou o primeiro ano do ensino médio e já busca a
profissionalização.
  Nilson Carlos Stefani Violato, gerente do Senai, afirma que a instituição oferece cursos técnicos e de qualificação profissional. Entre os títulos estão operadores de máquinas, montadores de móveis e auxiliares de produção. Para jovens aprendizes a carga horária varia de 160 a 200 horas/aula.
  No ano passado, apenas para a indústria moveleira, foram capacitads 800 pessoas. O trabalhador tem conseguido emprego antes mesmo de concluir um curso técnico, diz Violato. Nos cursos de qualificação o índice de aproveitamento da mão de obra varia entre 80 a 90%.
  Para o gerente do Senai, o desenvolvimento das tecnologias de produção força a indústria a investir na qualificação profissional contínua. ‘‘A indústria moveleira tende a dar um salto de qualidade muito significativo e esse processo força a empresa a qualificar melhor o funcionário para se tornar mais competitiva no mercado’’, afirma.
  A técnica em ensino Cláudia Lens trabalha com várias turmas de adolescentes na faixa de 16 anos em uma das salas de formação do Senai em Arapongas. O pessoal é muito concentrado nos estudos. Segundo ela, a procura pelo ensino profissional nesta faixa etária é motivada pela certeza de que os jovens terão um emprego quando terminarem o curso, que dura um ano e meio. Os adolescentes, neste caso, fazem o curso de design de móveis.
  Diferente de um curso técnico, no qual o profissional se especializa em um detalhe da atividade, no caso do designer de móveis a exigência é que
o trabalhador tenha conhecimento de todo o processo, desde a concepção do produto até a escolha de materiais
a serem utilizados na
fabricação.

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