Além da qualificação acadêmica e do conhecimento técnico, um dos diferenciais que tem pesado bastante na escolha de algumas empresas é a formação comportamental. "Muitas empresas hoje priorizam as competências comportamentais porque a parte técnica eles podem ensinar, mas a comportamental não se ensina, precisa ser desenvolvida pelo próprio profissional", explica a coach Cíntya Silva.
Segundo ela, esse perfil comportamental buscado pelas empresas é traçado não só com base na função que o profissional vai ocupar, mas também na própria identidade da empresa. "O comportamento dos funcionários impacta diretamente na missão, visão e valores da empresa. Por isso as empresas têm buscado profissionais alinhados com seu perfil."
Esse tipo de desenvolvimento deve ser feito tendo como referência as ambições profissionais da pessoa. "Se ela almeja um cargo de liderança, uma promoção ou mudar de área, ela precisa saber quais competências ele já tem para isso e quais ela precisa desenvolver: comunicação, relacionamento interpessoal, gestão de conflitos, planejamento estratégico", exemplifica a coach Gabriela Guimarães.
Nem sempre é fácil identificar em si mesmo as competências que se tem e as que são necessárias para aquilo que se almeja profissionalmente. Por isso existem os coaches. Mas também existem cursos e livros que ajudam nesse desenvolvimento. "Claro que com um acompanhamento profissional se tem uma visão mais clara e ampla. Mas a partir de cursos on-line, gratuitos inclusive, é possível buscar sozinho informações e desenvolver seu planejamento estratégico, relacionamento interpessoal, ou qualquer que seja a competência necessária", afirma Gabriela. (J.G.)

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