Forma e funcionalidade
Kraw PenasA confecção do shape, esculpido num bloco de poliuretano, é a fase inicial de fabricação de uma prancha de surfA fabricação de uma prancha de surf é um processo artesanal que, para muitos shapers, tem um toque de arte. É como uma escultura, diz o shaper Rodrigo Jobs, que apesar da shapear há apenas cinco anos já tem pranchas suas em lojas conhecidas como a Mormaii. Além de funcional, a prancha tem que ter formas bonitas.
Tudo começa com um bloco de poliuretano. Nele, o shaper usa moldes para desenhar a forma da prancha. O próximo passo é serrar o bloco, chegando até a forma desenhada. A fase seguinte é uma das mais delicadas. Munido com uma plaina elétrica, o shaper vai desbastando o bloco. É aí que garantimos a simetria e conferimos as curvas do bico e da rabeta, que garantem qualidades como a capacidade de manobra e velocidade do drop (manobra em que o surfista desce a onda), conta Jobs. As bordas também são arredondadas nesta fase.
Kraw PenasNa laminação, última etapa do processo, a prancha recebe camadas de tecido de fibra de vidro e várias mãos de resina
Depois de ser lixado, o shape está pronto para receber a pintura e, depois, ser laminado. Na laminação, recebe uma camada de tecido de fibra de vidro e mais camadas de resina. Como finalização, a prancha é lixada novamente. Está pronta para receber o acabamento. Existem basicamente dois tipos: o finish, que é a aplicação de um verniz fosco, ou o polimento, que a deixa brilhante.
Cada uma das fases requer muita atenção. Qualquer falha pode comprometer todo o processo e deixar a prancha desequilibrada na água, diz Jobs. A paixão que a maioria dos surfistas dedicam ao mar e ao esporte aumenta a responsabilidade dos shapers. Me sinto como se estivesse fazendo uma nova namorada para o cliente, conta Jobs.





