Assim como em vários estados brasileiros, o Paraná também não possuía um número real dos inquéritos parados até bem pouco tempo. ''Só conseguimos chegar a um número próximo da realidade quando pedimos aos promotores que levantassem junto a todas delegacias este passivo'', aponta o promotor Marcelo Balzer Correia, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Júri do Ministério Público.
Com os números em mãos, em fevereiro deste ano o MP propôs um termo de cooperação mútua à Procudoria Geral de Justiça e Polícia Civil. ''Este documento visa constituir uma força-tarefa entre os órgãos envolvidos para que seja possível a conclusão de todos esses inquéritos no menor prazo possível'', acrescenta Correia. No entanto, o protocolo ainda não foi firmado.
Enquanto isso, um ofício do MP foi encaminhado a todas promotorias do Estado com uma série de recomendações. ''Pretendemos que se dê prioridade aos inquéritos antigos.'' Segundo Balzer, um caso não pode ficar mais que três anos sem conclusão, ''mesmo que a solução seja o arquivamento, pois muitos dados e provas periciais desses inquéritos, infelizmente, já não existem mais, seja pela ação do tempo ou morte dos suspeitos. ''Arquivamento, entretanto, não significa fim. O caso pode ser reaberto a qualquer momento.''
Sobre o termo para formação da força-tarefa, a assessoria da Sesp informou que a medida é objeto de discussão entre secretário Reinaldo de Almeida Cezar e o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto. Na última semana de setembro, houve reunião sobre o tema entre o procurador-geral, o corregedor-geral da Polícia Civil, Paulo Ernesto Araújo Cunha, e o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius da Costa Micheloto. A promessa da Secretaria de Segurança é que a medida seja implementada em breve. (M.T.)

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