Em meados de 1999, surgia na Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia) um movimento destinado a garantir um ramal do gasoduto para a região. A luta desencadeada naquela época é sustentada até hoje e tenho convicção de que todo empresário, comerciante, político e outras lideranças que amam esta cidade e a região irão continuar alertas e empenhadas em favor desta causa.
O gás natural pode não ser uma fonte de energia de custo mais baixo, mas certamente será um diferencial para atrair investimentos e até para manter as indústrias já instaladas na cidade e região. A partir de agora, quem estiver disposto a iniciar um empreendimento industrial vai exigir esta nova alternativa energética. E se não houver oferta, certamente Apucarana e o Vale do Ivaí ficarão no prejuízo.
É interessante levar em conta, por exemplo, que o gás natural assegura um nível melhor de funcionamento de caldeiras, padronizando e conferindo mais equilíbrio no sistema, além de mais qualidade no produto final. Há que se considerar ainda o aspecto positivo da questão ambiental, já que o uso do gás não gera poluição (fumaça) e evita desmatamentos, substituindo a lenha e o diesel nas caldeiras.
Para garantirmos uma demanda mínima de consumo de gás na região e, por conseguinte, a viabilização do gasoduto, também é preciso continuar lutando pela instalação de uma termelétrica na região. Neste sentido, através da Acia, apucaranenses participaram de uma série de reuniões e entendimentos com autoridades federais e estaduais.
Estivemos em Brasília, no Ministério das Minas e Energia, no Palácio Iguaçu, em secretarias de Estado e na Compagas, reivindicando e insistindo no pleito de Apucarana e região. E todo esse trabalho, tenho certeza, está sendo continuado pela atual diretoria da Acia e, principalmente, pelo prefeito Valter Pegorer, que tem acesso a todos os segmentos do governo do Estado.
No caso específico de Apucarana, o gás natural poderá ser de grande utilidade para as indústrias alimentícias, tais como a Caramuru e Kowalski, para as indústrias do ramo têxtil, frigoríficos e curtumes, além de outros.
Vale destacar que Apucarana está situada numa posição geográfica equidistante entre Londrina e Maringá e se os critérios para definição do traçado do gasoduto e local de instalação da termelétrica forem técnicos, a cidade leva uma grande vantagem nesta disputa.
Todas as forças vivas de Apucarana e dos municípios do Vale do Ivaí, aí incluídos prefeitos, deputados, empresários, sindicatos, clubes de serviço, associações e entidades, precisam se manter mobilizadas em relação a esta questão. Nosso futuro está em jogo.
- Felipe Alexandre Felipe Neto é empresário e ex-presidente da Acia

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