Folha registra passos da Acil desde 48
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de junho de 1997
Estelio Feldman 
Quando a Folha de Londrina surgiu, mais um entre tantos jornais que nasciam e morriam ao longo da história londrinense, a Associação Comercial de Londrina já participava solidamente da vida comunitária, realizando seu trabalho de base e apoio aos empreendimentos da terra. Em pouco tempo, a Folha mostrou que não era mais uma aventura, numa época em que havia muitos aventureiros a tentar a sorte no novo eldorado. Com seriedade e discernimento, o jornal foi ocupando um lugar de destaque na cidade que crescia e, o que era até natural, passou a ser mais um aliado da Associação Comercial em sua luta.
Assim como é certo que todos os empreendimentos que interessam à coletividade, desde 1937, receberam apoio e incentivo da Associação Comercial, é correto assinalar que na medida em que a Empresa Jornalística Folha de Londrina ganhava dimensões e credibilidade, o jornal passava a encampar, também, as campanhas que interessavam primeiro a Londrina e depois a todo o Norte do Paraná.
O jornal fundado por João Milanez em 1948, refletindo o espírito de Londrina, acabou atravessando fronteiras, conquistando cada vez mais espaço e, em poucos anos, converteu-se não só no grande jornal da cidade mas no porta-voz de todo o Norte do Paraná, transformando-se em alguns anos no grande jornal municipalista do Paraná e até de fora do Paraná, como têm reconhecido as entidades que representam municípios paranaenses, paulistas, mato-grossenses e catarinenses.
Crescendo sempre, mas mantendo sempre presente seu vínculo mais forte com a terra que lhe dá o nome e que permitiu seu desenvolvimento, a Folha é, juntamente com a Associação Comercial e Industrial de Londrina, o grande veículo de apoio às necessidades e aspirações da cidade, do município e de seu povo. Uma simbiose reconhecida de tal modo que não há, nas últimas décadas, nenhuma realização municipal que não tenha tido o apoio concomitante da Folha e da Acil.
IdentidadeCuriosamente, este crescimento da Folha fora do Norte do Paraná chegou, em certo momento, a ser um motivo de temor, pois parecia haver o perigo de perda de identidade do jornal com sua terra. Era um equívoco, mas o temor de que em algum momento a Folha deixaria de ser de Londrina era maior que o engano. O jornal nunca deixou de ser de Londrina e há mais de um ano aumentou o espaço dedicado à cidade, criando um caderno de quatro páginas, inicialmente, e agora ampliado para seis páginas. Com circulação dominical e cores em quatro das seis páginas.
Ficou evidente que o jornal continua apostando em Londrina. E com a reforma feita em 25 de maio de 1997, esta identificação se torna ainda maior. O jornal, surgido na fértil terra de Londrina, cresceu o suficiente para se tornar, simultaneamente, a Folha do Paraná sem deixar de ser a Folha de Londrina.
Ao mesmo tempo em que cresce a presença em todo o Estado - indo além, para Estados vizinhos -, a cobertura local e regional da Folha cresceu ainda mais, garantindo a certeza de que o jornal continuará sendo o baluarte e o porta-voz de Londrina, formando com a Acil e as demais forças da cidade e da região o ponto de partida para novas e mais brilhantes conquistas.


