Folha é o registro fiel e permanente
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Leandro Donatti 
O governador Jaime Lerner diz que a história da Folha se confunde com a de Londrina e com a do Paraná. Esse meio século contado pela Folha do Paraná/Folha de Londrina é quase uma saga da ousadia e da vontade de transformação dos paranaenses e daqueles que acreditaram nesta terra e aqui construíram novas histórias de trabalho, afirma. Para o governador, a força de vontade dos que acreditaram em um novo eldorado foi maior que as dificuldades. Ele destaca o papel de João Milanez no processo de desenvolvimento do jornal.
Segundo Lerner, a Folha tem sido um registro permanente e fiel de tudo o que aconteceu em todas as áreas, com o molho e a sabedoria dos bastidores. O olhar atento da redação do jornal não deixou escapar nada. A Folha acompanhou o crescimento das cidades, as mudanças e a modernização no campo, a transformação da nossa economia, as novas oportunidades que surgiram. O jornal destacou os acertos, apontou os erros e ajudou os governos, ampliando a transparência que sustenta a democracia nos três poderes, avalia. Para todos nós, foram 50 anos bem lidos.
Para a vice-governadora Emília Belinati a Folha é um jornal que já faz parte da cidade. O meu pai (o verdureiro Sebastião Salles, mais conhecido como Sebastião Carioca) aprimorou a sua leitura com a Folha, relembra. Ela conta que essa imagem, do seu Sebastião lendo alto o jornal, é uma marca forte de sua infância. Quando criança, eu visitei as antigas instalações da Folha, na Rua Duque de Caxias, conta. A vice-governadora do Paraná é notícia no jornal desde 1963, quando passou a integrar a seleção paranaense de basquete feminino. O Isnard (Cordeiro) já cobria os jogos, assinala a vice.
O senador Álvaro Dias destaca o alto nível jornalístico conquistado nos últimos anos. Quem não se lembra do Caderno 2 que, em certos momentos contou com o trabalho de uma equipe de jornalistas de impressionante nível: poesia, teatro, literatura, cinema, quadrinhos, religião, música, tudo era discutido, analisado, criticado numa profundidade que chamava a atenção para a cidade (Londrina), relembra. O senador diz que acompanha a evolução do jornal. Certamente o seu bem mais precioso, o núcleo de sua identidade, está na origem de seu pioneirismo, trabalho e persistência, como Londrina. Enquanto preservar este núcleo, continuará certamente crescendo e chegará à comemoração do seu centenário, assinala Álvaro.Arquivo FolhaAvaliaçãoGovernador Jaime Lerner, sobre a Folha do Paraná/Folha de Londrina: Foram 50 anos bem lidos
O presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, também aponta qual o caminho que deve ser seguido pela Folha. As páginas de política são das mais procuradas do jornal, que a cada dia amplia mais o espaço. Por mim, deveria ter muito, muito mais política, sugere o deputado.
Na avaliação do prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, a Folha é um jornal de opinião própria, que faz a cabeça de todos os políticos. Taniguchi destaca o corpo de colunistas da Folha. Críticos e bem articulados, são os colunistas que dão um tempero especial ao jornal, comenta. A contribuição que a Folha vem dando à sociedade foi a outra qualidade apontada pelo prefeito de Curitiba. Ele diz que não perde um dia o noticiário publicado pelo jornal.
O ex-governador José Richa acompanhou de perto boa parte da trajetória da Folha. Vizinho de prédio da sede, em Londrina, de 1963 a 1983, Richa conta que foi testemunha da evolução técnica vivida pelo jornal. Eu estava lá quando a impressão da Folha passou a ser em off set. Como londrinense, sinto muito orgulho. Para o ex-governador, a Folha só chegou ao estágio atual graças aos profissionais que nela trabalharam ou que hoje exercem função no jornal.
Richa afirma que diferentemente de outros veículos de comunicação, na Folha há engajamento. O jornal se faz presente, não importa onde esteja. A cobrança das autoridades públicas talvez seja o principal motivo para a credibilidade e sucesso conquistados. Para o ex-governador, as críticas levantadas pelo jornal tiveram papel preponderante em muitos governos.
Envolvido nos acontecimentos políticos do Paraná, principalmente nas décadas de 60 e 70, o ex-governador Ney Braga relembra com saudade as vezes que foi protagonista de matérias da Folha. Sempre foi um grande jornal. Tenho orgulho de ser ainda seu leitor diário. Uma comemoração de 50 anos merece todos os elogios. Eu sempre me dei muito bem com o jornal e com as pessoas que o dirigiram. O (João) Milanez, que homem competente e dedicado!, comenta. Ligado na Folha, como o próprio ex-governador se define, Ney Braga diz que uma qualidade do jornal que não se perdeu com os 50 anos de existência foi a da competência. Nunca vi, este jornal é muito bem preparado. A qualidade salta aos olhos, até dos leitores mais exigentes, elogia o ex-governador.


