Cerca de 90% dos leitores da Folha do Paraná/Folha de Londrina são assinantes, fato que resulta em uma certeza: chova ou faça sol, o jornal amanhece na casa do leitor. O percentual apresentado pelo diretor comercial Lélio Almada Vicente reflete o resultado de uma pesquisa, que aponta para número ainda mais significativo. Cada exemplar que chega ao assinante é lido por pelo menos três pessoas da mesma família.
Os resultados da pesquisa, conforme Lélio, têm reflexos positivos imediatos no meio publicitário, que considera a Folha um jornal independente, ‘‘de respeitabilidade junto ao público leitor’’. O diretor comercial passou a fazer parte da empresa há cerca de cinco anos, mas ressalta que mantém relações com a Folha desde o início dos anos 70. ‘‘Eu trabalhava na Shell e prestava assessoramento para a Shell Química, que na época produzia defensivos agrícolas. O motivo do meu primeiro contato com a Folha foi uma série de reportagens sobre o uso desses defensivos no Norte do Paraná. Na época, a Shell Química já anunciava seus produtos agrícolas, através da Orniex, e automotivos, pelo setor de petróleo e derivados’’, lembra.
Publicitário há 40 anos, com carreira iniciada em Porto Alegre - o registro profissional de Lélio no RS é o de número 87 - o diretor tem a acrescentar em seu currículo o fato de já ter trabalhado nos três segmentos que fecham o triângulo da profissão: o de clientes, o de agências e agora o de veículo de comunicação.
‘‘Assim, posso seguramente afirmar que a Folha sempre foi mídia obrigatória pela sua penetração no Norte Novo do Paraná, que já na época dos primeiros contatos que eu fiz estava em plena expansão’’. Na avaliação dele, diferentemente do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o Paraná não tinha um jornal de penetração estadual. ‘‘Preenchemos esse nicho de mercado com o lançamento da Folha do Paraná, facilitando o trabalho dos nossos mídias de agências e anunciantes’’. Lélio destaca, ainda, um fator importante para quem anuncia: ‘‘Pelo fato da maioria dos exemplares irem para assinantes, o anúncio tem uma visibilidade bem maior do que no caso dos jornais de vendas avulsas’’.
Junto com o gerente nacional de publicidade, Ademir Camargo Dias, Lélio revela que, em relação à estratégia da diretoria comercial, deve haver um planejamento considerando os efeitos a médio e a longo prazos. ‘‘Pesar a influência do ontem, analisar como está acontecendo hoje e estudar o que poderá acontecer amanhã são passos fundamentais no planejamento de uma estratégia’’.
Eles mencionam as mudanças feitas no caderno Classifácil. ‘‘Nacionalmente a área de classificados dos jornais é a que mais tem sofrido queda de vendas. Antes que a baixa pudesse ter influência na Folha, decidimos mudar’’. A reformulação incluiu a criação de retrancas de cidades e de produtos. ‘‘Também aglutinamos todos os segmentos - negócios imobiliários, veículos, informática, recados e outros tipos de classificados - e mexemos no preço. O preço regional vale para o anúncio estadual’’, diz Ademir.

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