Milton DóriaInteresseJoão Vieira: a Folha baliza o formador de opinião do Estado, que busca qualidade e seriedade no jornalismo e nos serviços que o jornal oferece Consolidar o processo de avanço no caráter estadual e a posição de se tornar cada vez mais um jornal independente são as metas da Folha do Paraná/Folha de Londrina no ano em que completa o seu cinquentenário. ‘‘Hoje, a Folha é o jornal que baliza o formador de opinião do Estado, que busca qualidade e seriedade no jornalismo e nos serviços que oferece. A nossa proposta é que nos próximos 50 anos continuemos atendendo os filhos dos atuais leitores e ganhando outros, que querem essa mesma confiabilidade’’, afirma o diretor superintendente da empresa, João Antonio Vieira Filho.
Para alcançar essas expectativas, Vieira aposta na fidelidade dos atuais leitores e no crescimento do mercado estadual. Atualmente, pelo menos 90% dos leitores são assinantes, 52% com nível superior. Quase a metade deles é das classes A e B, caracterizando-se assim como formadores de opinião. ‘‘Esse nível de fidelidade significa que os nossos leitores têm intimidade com o produto e realmente lêem as reportagens e consultam os anúncios publicados, ao contrário do que acontece com outros jornais, cujos leitores são atraídos apenas pelas séries de classificados’’, diz Vieira Filho.
Essa performance é confirmada pelo levantamento da empresa de pesquisas Experience, que revela a perspectiva de um índice de renovação nas assinaturas da Folha que bate nos 92%. Desse total, 80% garantem renovação para continuar leitores do jornal, e outros 12% ainda não se detiveram a analisar o assunto. Do total pesquisado, 80% têm assinatura da Folha há mais de um ano, índice que na região de Londrina chega a 93%.
A leitura diária é feita religiosamente por 92% dos assinantes. Os demais lêem com frequência de até quatro vezes na semana. A pesquisa apurou também que um único exemplar é lido por até três pessoas relacionadas ao assinante, em 51% dos casos. Outros 32% disseram que o mesmo exemplar chega até quatro a seis pessoas. E há casos (9% da amostragem) em que o mesmo exemplar da Folha ganha leitura de dez pessoas. A tiragem apurada pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) chega a 45 mil exemplares durante a semana e 60 mil no fim de semana.
Outro componente que anima Vieira é a penetração do jornal no Estado. ‘‘A Folha ocupa o primeiro lugar em circulação paga do País entre os jornais fora das capitais’’, informa. Neste semestre, a Revista Amanhã, de Porto Alegre, divulgou pesquisa mostrando que, fora de Curitiba, a Folha é o jornal mais lembrado no Paraná. Na capital, onde há pouco mais de um ano trabalha sua consolidação, a Folha já suplantou quase todos os concorrentes e é o segundo na lembrança do leitor curitibano. Atualmente, o jornal pode ser encontrado nos 399 municípios do Estado, circulando em 488 localidades e chegando a 300 mil leitores/dia. ‘‘Hoje estamos identificados como um jornal do Paraná presente em todas as cidades e defendendo as causas de cada comunidade’’, diz João Vieira.
O diretor superintendente da Folha conta que, para atender esse público exigente, a empresa vale-se da qualidade não apenas da informação que veicula, mas também de seu processo industrial. Ele ressalta que marca disso é que o jornal foi o primeiro do mundo a receber o certificado de qualidade ISO 9002. ‘‘O certificado é reavaliado a cada seis meses e nós sempre conseguimos a ratificação’’, destaca. ‘‘Desde 1995, a empresa já ganhou 12 prêmios, concedidos nas mais diversas áreas’’, complementa. A Folha na Internet já foi agracidada por duas vezes consecutiva - 1997 e 1998 - como o melhor site pela Aberje Sul. A mesma entidade concedeu, nos mesmos anos, o prêmio Mídia do Ano de Counicação Empresarial. Além disso, foram conquistados prêmios nas áreas jornalísticas (no setor de economia e agricultura) e no marketing e comercial.
‘‘A preocupação do jornal é o nosso leitor, que todo o dia pela manhã quer um produto bem feito, que atenda à sua necessidade’’, ressalta. Para isso, a empresa também conta com um bom serviço de distribuição, que permite estar cedo, mesmo em pontos mais distantes de Londrina, como Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. ‘‘Percorremos 8,5 mil quilômetros por dia para que às 6h30 o jornal já tenha sido distribuído em cada cidade do Estado’’, informa o superintendente João Vieira.

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