O aumento da participação da Folha do Paraná/Folha de Londrina no mercado de mídia impressa de Curitiba foi resultado de um trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos pela diretora regional, jornalista Regina Kracik Teixeira, e equipe. Coube a Regina comandar o processo de transformação do jornal desde o fortalecimento da Folha na Capital, com ampliação do número de assinaturas e leitores, até a consolidação do projeto macro da empresa: a mudança do nome de Folha de Londrina para Folha do Paraná, fora da área de abrangência de Londrina, e, consequentemente, a estadualização do veículo.
Michel WillianNo comandoRegina Kracik, diretora regional de Curitiba: esforço e colaboração para as transformações. (Acima: todo o pessoal da Regional, que conta com 71 profissionais)O trabalho começou em 1994, quando Regina foi convidada a assumir a gerência e o desafio da Folha em Curitiba, e passou a traçar, junto com a equipe, as metas para ampliar a participação do jornal no mercado da Capital. Foi preciso muita habilidade para derrubar as barreiras internas e promover a união das equipes da sucursal de Curitiba com a Redação de Londrina. ‘‘A união e o apoio de João Vieira (superintendente da Folha do Paraná/Folha de Londrina) foram fatores preponderantes para conseguirmos a estadualização do jornal’’, resume.
O primeiro passo foi a mudança da estrutura de Curitiba para uma nova sede. A sede da Regional foi reformada e criou áreas independentes para os departamentos Comercial, Marketing, Administrativo, Telemarketing e laboratório fotográfico, com um banco de dados e imagens avançados.
O Jornalismo ganhou duas redações independentes, ampliando a estrutura para quatro ‘‘ilhas’’ informatizadas, com oito computadores em cada uma, além de outros tantos equipamentos de suporte para capatação e transmissão de informações de todas as áreas correlatas. O passo seguinte foi reforçar a equipe de profissionais que fizeram da Folha o grande jornal que é hoje.
Para colocar o projeto em andamento, a diretora ressalta que contou com apoio fundamental de profissionais como Mari Tortato, Luiz Geraldo Mazza - membro do Conselho de Administração do jornal - Luiz Cláudio de Oliveira, Carmem Murara e Zeca Correa Leite, entre outros tantos de respeitabilidade e méritos.
‘‘Ao nominar esses profissionais, refiro-me a toda a equipe que fez de fato acontecer o projeto Folha em todo o Paranᒒ, diz, apontando ainda jornalistas que já integraram a equipe e o novo ‘‘time’’, incluindo Jorge Eduardo Mosquera, Miriam Karam e Leandro Donatti. Para a ressonância em outras áreas de influência, a Folha foi buscar o reforço de colunistas, como as estrelas do esporte Bernardinho e Gisele Miró, o antenado em sociedade Ruy Barrozo, o veterano em economia Pedro Ribeiro e o especialista em marketing e propaganda Ney Alves de Souza.
O investimento na performance editorial foi acompanhado da busca dos melhores profissionais para comandar as áreas comercial e administrativa. ‘‘A contratação desses profissionais sempre foi e continuará sendo nossa meta’’, registra Regina. ‘‘Esse é um dos diferenciais do jornal, a valorização do ser humano.’’
A etapa seguinte foi a implantação do programa de qualidade, concluído em 1996 e que resultou na concessão do certificado ISO 9002. ‘‘Foi um trabalho árduo para implementarmos as mudanças e conseguirmos o certificado, mas valeu a pena porque fomos o primeiro jornal do mundo a obter o ISO 9002. Com isso, o nosso programa se tornou referência para os demais veículos nacionais’’, afirma a diretora da Folha.
Com a conclusão dessas duas fases, a diretora passou a se dedicar à grande transformação da Folha. A alteração do título e a estadualização completa do jornal. O veículo foi remodelado, adequado e ‘‘rebatizado’’ para ampliar seu mercado, porque a nomenclatura ‘‘de Londrina’’, segundo pesquisas realizadas, comprovavam que o termo era um limitador comercial muito grande para a estadualização e isso impedia a área comercial de acompanhar o crescimento e a credibilidade conquistados pela linha editorial do jornal.
‘‘Investimos na estadualização da Folha por uma necessidade de mercado. O Paraná é o Estado brasileiro que mais cresce, mas não tinha um veículo de identidade estadual. Hoje podemos assegurar que o Paraná tem o seu jornal de identidade estadual, a Folha do Paranᒒ, aponta.
Os resultados desse processo foram comprovados já no ano passado, antes mesmo de completar um ano da mudança de título. Houve aumento de circulação, de tiragem, venda avulsa e do faturamento mensal. A conquista do prêmio Regional Aberje Sul 97/Mídia do Ano em Comunicação Empresarial foi consequência direta desse desafio estratégico. Além do prêmio regional Aberje, a Folha ganhou este ano novamente o prêmio Colunistas de ‘‘Veículo do Ano’’.
Um veículo só é escolhido mídia empresarial quando proporciona grau máximo de satisfação aos seus leitores e anunciantes, sustenta Regina Kracik Teixeira. ‘‘A Folha garante aos seus clientes o mais completo ‘‘feedback’’ do mercado, pois o jornal circula em 491 localidades, com 300 mil leitores/dia’’, ressalta.
Todo o trabalho realizado ao longo desse período fez com que o jornal alcançasse o maior índice de fidelidade do País. Hoje, 90% dos leitores, segundo Ibope e Datafolha são assinantes, o que transforma a Folha no primeiro jornal em circulação para fora das capitais brasileiras, segundo o Instituto de Verificação de Circulação (IVC). ‘‘São batalhas conquistadas diariamente e que nos direcionam para o próximo milênio’’, destaca a diretora.

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