Foi parceiro dos norte-americanos
O principal suspeito dos ataques ocorridos ontem contra os EUA, Osama Bin Laden, tem pelo menos uma semelhança com Saddam Hussein: assim como o ditador iraquiano, o saudita já foi parceiro dos EUA.
Nos anos 80, ainda em tempos de Guerra Fria, Bin Laden e outros guerrilheiros islâmicos do Afeganistão recebiam apoio norte-americano no combate às tropas da União Soviética, que sustentavam o regime comunista no país.
Filho de um empreiteiro da Arábia Saudita, Bin Laden utilizou parte de sua fortuna estima-se que ele tenha cerca de US$ 500 milhões contratando caminhões que abririam estradas para os guerrilheiros e convocando militantes egípcios, libaneses e turcos para combater os soviéticos.
Bin Laden é hoje um dos mais procurados terroristas do mundo. Expulso da Arábia Saudita, ele chegou a viver no Sudão e agora especula-se que vive escondido no Afeganistão.
O milionário teria apoio da milícia Taleban (grupo islâmico que controla 90% do território do Afeganistão desde 1998 e impôs um regime marcado pelo extremismo e pelo conservadorismo), que controla a maior parte do território do Afeganistão.
As poucas pessoas que o conhecem pessoalmente o descrevem como um homem modesto e tímido. Concede raras entrevistas, mas se deixa fotografar: utiliza um turbante branco e tem barba longa e grisalha.
Em uma de suas entrevistas à rede de TV americana ABC, disse que seu objetivo era ''expulsar todos os norte-americanos do mundo muçulmano''.
Em 1997, o Departamento de Estado americano já o definia como ''um dos mais importantes financiadores de operações extremistas no mundo''.
Bin Laden perdeu a cidadania saudita após ser acusado por dois atentados na Arábia Saudita. Em 1995, cinco norte-americanos morreram após explosão de um carro-bomba em Riad. Em 96, ataque a uma base militar em Dhahran matou 19 soldados.





