Flores e espinhos na capital
O austríaco Stefan Reinsdorff descobriu sua paixão pelo Atlético, mas acha que a periferia sofre com a falta de saneamento básicoO Largo da Ordem, um dos cartões postais da capital, é o lugar preferido da nutricionista americana Cecilia Arnberg. O que era para ser apenas uma visita ao namorado acabou se transformando em desejo de ficar. Recém-chegada de Boston, em apenas duas semanas está falando diversas frases em português e percorrendo os pontos turísticos sozinha, sempre de ônibus. Aqui é muito fácil de se locomover, o sistema de transporte é ótimo. A única coisa que estou sentindo falta são informações turísticas sobre a cidade em inglês.
De acordo com Cecilia, todas as explicações históricas nos pontos turísticos são em português, dificultando seu aprendizado sobre a cidade. Apesar da barreira do idioma, Cecilia pretende ficar até dezembro. Segundo ela, uma das melhores qualidades da cidade é a limpeza das ruas. É mais limpa do que Boston, garante.
Sem se derreter pela capital paranaense, o geólogo austríaco Stefan Reinsdorff, morando em Curitiba há quatro meses, tem uma visão mais crítica. Ele é funcionário de uma empresa austríaca que atua em um projeto de cooperação tecnológica entre o Brasil e a Áustria, envolvendo a Universidade Federal do Paraná - UFPR, a Sanepar e a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba - Comec.
Na opinião do técnico austríaco, a cidade é bonita, mas apresenta problemas de infra-estrutura como a falta de saneamento básico na periferia e o lixo acumulado nas margens dos rios que abastecem a cidade. Nem tudo são espinhos, porém. Encantado com o Atlético Paranaense, Reinsdorff virou torcedor, de frequentar estádio e tudo. Mas paixão mesmo é uma só: churrasco, muito churrasco, até quatro vezes por semana. Como bom estrangeiro.





