Uma emoção forte: amor ou ódio, surpresa ou susto, e o coração naturalmente dispara. Não para todos. Para quem sofre de arritmia, o descontrole das batidas chega a qualquer momento e pode matar. Até pouco tempo, pacientes com arritmias crônicas tinham duas opções: tomar medicamentos ao longo da vida ou correr o risco da cirurgia.
Uma técnica não muito recente, mas ainda restrita a poucos profissionais, está mudando esse quadro: a ablação por cateter. Ligados a um computador, cateteres são introduzido na virilha e no pescoço do paciente. Guiada por Raios-x, a mão do médico leva os fios até o coração. Lá, o aparelho terá condições de induzir uma arritmia e assim descobrir o ponto exato do problema.
Quando a falha é passível de correção, uma cauterização por radiofreqüência é realizada na hora. O procedimento é feito com anestesia local e o paciente pode ser liberado no dia seguinte.
Mais que a cura, a grande vantagem do processo é a especialização do resultado, impossível de se obter nos outros tipos exames. No Paraná, a tecnologia ainda está restrita apenas à Capital e Londrina, cujo exame é realizado na Santa Casa. Além do alto custo dos equipamentos – um único cateter custa R$ 5 mil –, há falta de profissionais habilitados, já que não existem centros de formação no Brasil. ‘‘Em todo País existem pouco mais de 60 membros habili-tados’’, avalia o cardiologista Cézar Eumann Mesas, que fez a especialização na Itália.

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