Financiar imóvel exige disciplina e planejamento
A boa fase da economia deixa os consumidores animados e com a sensação de poder de compra fortalecido. É fácil trocar de carro, viajar para o exterior ou trocar os móveis de casa. Essa facilidade também se estende ao mercado imobiliário. Mais linhas de financiamento e agilidade para concessão de crédito aproximaram brasileiros da casa própria. No entanto, a compra de um imóvel exige planejamento e um pouco de disciplina. ''A aquisição de um imóvel é uma compra emocional, um projeto de vida (o brasileiro compra 1,7 casas por vida). Portanto, é necessário fazer contas e trabalhar com todas as informações possíveis para tomar as decisões corretas'', orienta o consultor financeiro Charles Vezozzo.
Na hora da contratação do financiamento, a melhor pedida é fazer as contas para ver se a parcela cabe no bolso. ''O ideal é que o valor da prestação mensal não ultrapasse 30% sobre o valor do salário líquido disponível'', ensina Vezozzo. Nos sites dos bancos é possível simular e analisar o valor das primeiras às últimas prestações do financiamento. Por se tratar de uma operação que se estenderá por um longo prazo, o consultor recomenda que se faça uma ''poupança paralela'', juntando uma quantia que corresponda a, pelo menos, seis parcelas do financiamento para o caso de imprevistos, como a perda de emprego.
Outra orientação refere-se à ''venda casada'' - imposição de compra de qualquer produto ou serviço para a assinatura do contrato. Segundo o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), o cliente deve registrar um boletim de ocorrência denunciando a extorsão, já que a prática abusiva contraria o Código de Defesa do Consumidor. (C.V)





