O nível de investimentos e expansão do setor é muito expressivo e ágil. Dados da Caixa Econômica Federal de Londrina mostram que em 2010 foram financiados R$ 800 milhões em moradia na Superintendência Norte do Paraná, que conta com 92 municípios. A previsão para 2011 é que esse número atinja R$ 1 bilhão.
  Em Londrina, só em 2009 foram levantadas 4.944 mil novas moradias. Dentro dessa quantidade está inserido o Vista Bela, maior obra do Programa ‘‘Minha casa Minha Vida’’ de todo País, com 2.712 casas. ‘‘As unidades habitacionais para famílias em condição de perigo social é algo que considero de risco. Em sete anos construímos mais ou menos 10 mil unidades e acho que deveríamos fazer mais umas 10 mil com urgência, para que possamos tirar essas pessoas de áreas de ocupação irregular, dando, assim, condição de vida para elas’’, salienta Guariente.
  Desconsiderando as construções do Vista Bela, nota-se a expansão do mercado londrinense. Em 2009 o número de residencias financiadas foi de 2.232. Em 2010, 3.544 créditos foram aprovados e, até julho deste ano, já são 1.434. Num comparativo de 2009 a 2010 houve um crescimento de 70% no número de financiamentos. De 2010 a 2011, segundo a Caixa, a expectativa de prosperidade é de 35%.
  ‘‘O mercado está se estabilizando. Havia uma carência de moradias e essa demanda reprimida está sendo suprida aos poucos com o ‘Minha Casa Minha Vida’. É um movimento natural do mercado imobiliário. O mercado vai continuar crescendo, mas não no mesmo nível, com o mesmo ritmo’’, explica Roberto Luiz Bachmann, superintendente regional da Caixa Economica Federal, que até o último dia 15 respondia pela região de Londrina.
  Ainda conforme dados da Caixa, de 2002 a 2010 o crédito imobiliário na cidade cresceu 2.026%, passando de R$ 11.157.885,00 para R$ 237.303.048,00. Num cálculo simples, se dividido o montante financiado pelos dias do ano, foram injetados diariamente na economia da cidade R$ 790 mil.
  ‘‘Economia estável e inflação controlada. Isso faz com que enxerguemos uma migração de idade. Hoje notamos muitos financiamentos feitos por jovens entre 25 anos e 32 anos. Essas pessoas não possuem uma memória e uma cultura inflacionada. Por isso apostam em imóveis’’, diz Bachamann.

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