FIM DA IMPUNIDADE? - Espera por sentença desgasta famílias
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de junho de 2011
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
De lados antagônicos, a demora para um julgamento só aumenta o sofrimento, tanto para a família da vítima quanto para a do réu. Aguardando a decisão sobre o futuro do marido na porta do Tribunal do Júri, a jovem Maria (nome fictício), de 16 anos, carregava o filho do casal de apenas dois anos. Quando ele foi preso, meu filho estava com um mês de vida. Não teve nenhuma convivência e só vê o pai uma vez por mês, lamenta.
De acordo com familiares, Reginaldo da Silva Campos nega participação no crime. Não existe nenhuma prova contra ele, garante a jovem. Para tentar um habeas corpus em favor do marido, a irmã do acusado contratou advogado particular. No entanto, todos os pedidos foram negados. Tudo é muito demorado e difícil, para pobre é pior ainda, conta Maria, acrescentando que a cunhada teve de parcelar em várias vezes os honorários do advogado. Reginaldo acabou condenado a 33 anos de prisão por dois homicídios.
Filha da professora de música, Maria Estela Pacheco, Laila Menechino, diz que os pedidos de adiamento do júri do acusado de ter assassinado sua mãe são medidas que prejudicam a solução do caso. É mais uma estratégia da defesa. Protelar o julgamento com essas medidas só causa congestionamento no Judiciário. Como o caso ainda sequer foi julgado, ela acredita que outros recursos ainda virão. Sabemos que vai demorar muito para que seja julgado e isso é muito desgastante para a família.


