Filo forma público há quatro décadas
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quinta-feira, 06 de outubro de 2011
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
No mesmo ano em que a UEL foi criada, a instituição adotava o Festival Universitário de Londrina (em sua quarta edição) que mais tarde se transformaria no Filo, o Festival Internacional de Londrina consagrando-se como o mais tradicional festival de teatro do País. Durante muitos anos sob a tutoria de Nitis Jacon, o evento que teve como idealizador o jornalista Délio César se firmou como patrimônio cultural paranaense e do teatro brasileiro. Ao longo dos 40 anos, a UEL tem sido um apoio imprescindível para a realização do Filo, disponibilizando infraestrutura e pessoal.
Nessas quatro décadas e 43 anos de festival muitos filhos do Filo foram se formando. Pessoas que foram aprendendo desde cedo a apreciar o teatro, a arte do efêmero como já dizia Cecília Meireles e a esperar com ansiedade pela época do ano em que a cidade é invadida por artistas do mundo inteiro que com diferentes olhares contribuem para um importante diálogo cultural através da arte.
A educadora Mira Roxo é presença constante nas edições do festival. Natural de São Paulo, quando se mudou para Londrina na década de 70 se sentiu em casa ao constatar que aqui também fervilhavam movimentos culturais. Em 1978 ela participou do Grupo Proteu (Projeto de Teatro Experimental Universitário), criado por Nitis Jacon, que se tornou um dos mais importantes e bem-sucedidos grupos de teatro do Paraná, recebendo prêmios no Brasil e no exterior.
Na década de 80, ao abrir uma escola na cidade, Mira se afasta da área de atuação, mas mantém parte do público fiel que prestigia anualmente o festival e outros eventos culturais da cidade. Com trabalho pedagógico também focado na formação de público, que inclui a criança e a família, sua escola faz questão de divulgar a programação dos eventos no painel afixado na porta de entrada, além de levar os alunos aos espetáculos voltados ao público infantil.
Essa relação estreita com a arte já resultou até em participação dos alunos em alguns espetáculos, inclusive um com a atriz Fernanda Montenegro. Como educadora abro as portas, o que permite o livre trânsito entre as áreas do conhecimento e transforma o entorno cada vez maior. Posso dizer que a UEL, em sua extensão, faz parte deste entorno, ressalta Mira.


