Filas e reclamações
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Joel Guedes<br> de Umuarama<br> Especial para a Folha 
Umuarama vem investindo, nos últimos anos, na modernização do sistema de sa© úde pública. Aumentou de quatro para 11 o número de postos de saúde, descentralizou o atendimento, contratou mais médicos, enfermeiros e técnicos de saúde e montou equipes multidisciplinares em postos localizados nos bairros, que realizam trabalhos de prevenção de doenças junto à comunidade. A prefeitura investiu também na implantação de uma moderna maternidade municipal, classificada como a quarta melhor do Paraná em recente pesquisa feita pelo Ministério da Saúde. Mas um dos grandes desafios, que era zerar as filas de atendimento no setor, ainda não foi totalmente vencido. Outro problema, em alguns bairros, é o baixo número de consultas nos postos de saúde.
A falta de profissionais em algumas áreas da medicina especializada e a crescente demanda por atendimento, já que Umuarama centraliza o atendimento na região, tem criado problemas para a Secretaria Municipal de Saúde e reclamações entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o secretário municipal de Saúde, Luiz Renato Ribeiro de Azevedo, as reclamações não procedem.
Ao contrário de outros municípios da região atendidos pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisa), Umuarama é quem gerencia os recursos do SUS. Por isto, é responsável por todo o atendimento na rede básica de saúde, cobertura vacinal, exames, atendimento ambulatorial e atendimento médico especializado. O problema é o tempo de espera que muitas pessoas têm de enfrentar quando necessitam de atendimento em determinadas áreas.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde conta com 50 médicos atendendo nas áreas de angiologia, cardiologia, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, hematologia, nefrologia, neurologia, oncologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, ortopedia, urologia e homeopatia. Em algumas especialidades, o número de atendimentos diários oferecidos à população é incompatível com a demanda.
Na área de oftalmologia, por exemplo, a procura é tão grande que obrigou a secretaria a personalizar o atendimento. Ou seja, toda semana são atendidos os moradores de um bairro, com objetivo de zerar o problema local e descongestionar o sistema.
Problemas também são verificados nas áreas de endocrinologia e dermatologia, que têm apenas um médico cada para atender toda a região e a espera por atendimento pelo SUS pode demorar até dois meses. Na neurologia, a demora também é grande, pois a demanda é crescente e são apenas três médicos atendendo a região.
Na tentativa de amenizar a situação, a secretaria decidiu retomar o antigo sistema de agendamento de consultas, que até o dia 31 de agosto vinha sendo feito através da Central de Agendamento do Estado, junto ao Consórcio de Saúde, e passou a ser realizado em estrutura do próprio município.


