Filas começam de madrugada
O desconforto começa já nos postos de saúde de alguns bairros. Para ter acesso às consultas especializadas a pessoa precisa primeiro consultar um clínico geral. Em alguns postos o número de consultas disponíveis não atende a demanda e gera disputa entre os próprios moradores. Ou seja, quem chega primeiro tem prioridade.
É o que se verifica, por exemplo, no posto de atendimento do Conjunto 26 de Junho, que atende também os parques D. Pedro I e II, Jardim Independência e Jardim San Martins. Calcula-se que são cerca de cinco mil pessoas para um único posto com um médico que atende 10 consultas por dia na área de clínica geral. Como faz parte do programa ''Posto da Família'', o médico também atende pediatria, ginecologia e gestantes, de acordo com programação elaborada pela Secretaria de Saúde.
A procura por atendimento é maior na área de clínica geral e, como o número de consultas é reduzido, quem busca o atendimento se obriga a chegar de madrugada para garantir lugar na fila. ''Conforme o dia, às 4h30 já têm 10 pessoas na fila e quem chega depois é obrigado a voltar'', contou uma moradora do 26 de Junho, que já passou por essa situação.
Moradores do San Remo I, no Jardim São Cristóvão, Jardim Panorama e Alto São Francisco também reclamam. Mas é no Jardim Cruzeiro (um dos bairros mais afastados do centro da cidade) onde os moradores enfrentam fila mais demorada.
A Folha constatou que o posto atende em média 20 pessoas por dia, mas mantém um sistema de agendamento de consultas que obriga o morador a esperar até uma semana ou mais para ser atendido. Foi o que aconteceu na semana entre 28 de agosto e 3 de setembro. Uma funcionária informou que a ''agenda'' já estava completa e o morador que necessitasse de uma consulta médica teria de esperar uma semana ou procurar o Pronto Atendimento, no centro de Umuarama. Alguns moradores do Jardim Cruzeiro informaram que é comum esse procedimento no posto de saúde do bairro. (J.G.)





