Marcos NegriniSegurançaO rigor científico está presente na série de exames feitos no materialO Estado do Paraná, através da Central de Transplantes, tem hoje cerca de 50 pessoas que aguardam pacientemente um transplante de medula óssea para que possam ser aliviados do sofrimento de ter leucemia - uma espécie de câncer no sangue - e que elas retornem à vida normal com segurança. Já foram realizadas, igualmente, em torno de 700 tipagens de sangue.
Para a realização do exame, os técnicos coletam 10 mililitros de sangue do doador voluntário, e encaminham essa quantidade para uma série de exames rigorosos. Os resultados ficam arquivados no Banco de Dados de Maringá, que é acionado imediatamente quando surge um receptor.
Implantado em maio passado, o Banco de Doadores Voluntários de Medula Óssea do Paraná, na Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi o segundo do País a funcionar e está interligado diretamente ao Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea.
Neste período, dois transplantes foram realizados via Banco de Dados. ‘‘O número de cadastrados é pequeno e temos que aumentá-lo para aumentar as possibilidades de novos transplantes’’, diz o coordenador Moliterno.
O investimento do Estado no projeto garante o fornecimento de equipamentos e reagentes para testes de compatibilidade, enquanto a UEM entra com recursos humanos, espaço físico e seus atuais equipamentos disponíveis para utilização nos exames.
Demais fasesHoje o Banco de Dados realiza apenas os exames HLV classe 1, mas já está praticamente capacitado, ainda para este final de ano, a realizar as demais fases da triagem. O laboratório está recebendo novos e modernos equipamentos para aumentar a capacidade da instituição.
A facilidade determinará a diminuição do número de consultas aos bancos internacionais, permitindo uma economia de recursos para a realização de um maior número de transplantes.
O objetivo do Banco de Dados de Maringá, para o próximo ano, contando com o reforço dos novos equipamentos, é realizar mais 5 mil tipagens.

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