Figura paterna é fundamental na formação
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de janeiro de 2006
Bruno Thadeu<br> Agência O Globo 
Nem tudo na vida é perfeito, infelizmente. Principalmente quando o pai, seja por motivo de separação da mãe ou por outros acontecimentos, não convive integralmente com o filho.
A representação da figura paterna é fundamental na formação, no desenvolvimento e na construção moral, social, emocional e psicológica da criança. Mas os filhos de pais separados ou de mães ''solteiras'' não são mais problemáticos do que os filhos de pais casados.
A figura paterna faz parte da estrutura emocional para nos tornarmos pessoas sadias e maduras. A criança que é criada sem referencial masculino pode se tornar aversiva às ordens dadas por representantes femininos. Porém, isso não quer dizer que crianças criadas somente pela mãe vão ter algum transtorno emocional.
Crescer numa família sem o pai, fato cada vez mais comum nas sociedades modernas, pode ser saudável. Como? O pai é o representante dos limites, é o que vem quebrar a simbiose mãe-bebê. No entanto, 'a figura do pai' pode ser representada por outras pessoas, mesmo do sexo feminino. Algumas mães conseguem definir limites com muito sucesso.
Para que a 'supermãe' obtenha êxito na função também de pai, cabe a ela toda a responsabilidade pela formação infantil - evitando brigar e ficar falando mal do pai na frente do filho.
Mesmo assim, proporcione à criança a presença de uma figura masculina: um avô, um tio ou um amigo confiável, mesmo que o contato seja esporádico. O importante é que haja muito envolvimento afetivo, atenção, carinho e amor.


