Arquivo FolhaCarvalhinho: passo a passo pode ampliar o nível de remessas de produtos Quando se fala em exportação, as micro, pequenas e médias indústrias brasileiras estão engatinhando. Para estimular esse potencial ainda pouco explorado, a Fiep elaborou um plano piloto sobre o ‘‘passo a passo’’ da exportação, em conjunto com outras entidades empresariais - Sebrae, Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico, Federação de Agricultura do Paraná e Universidade Federal do Paraná.
Nessa primeira etapa, estão sendo treinados funcionários facilitadores nas principais cidades do Estado. Em seguida, as entidades vão organizar reuniões com empresários para tirar dúvidas e explicar as noções básicas do processo de exportação. ‘‘As grandes se adaptam às novas realidades econômicas, mas as pequenas e médias não têm condições de fazer isso sozinhas. Muitas companhias têm produtos de alta qualidade e competitividade, mas não conhecem os mecanismos necessários para exportar’’, observa o presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho.
Segundo ele, além do ‘‘bê-á-bᒒ da exportação, o plano piloto vai mostrar aos empresários as vantagens estratégicas do Paraná, principalmente em relação ao Mercosul. Além das dicas sobre exportação, os empresários interessados em linhas de financiamento ou suporte econômico para seus projetos podem obter informações em uma das 20 coordenadorias da Fiep distribuídas no interior do Estado.
VendasApesar de ter poucas relações com o mercado externo, a pequena indústria paranaense registrou bons números de venda nos três anos de Plano Real. De acordo com análise do Departamento Econômico da Fiep, o crescimento acumulado das vendas de toda a indústria de transformação alcançou 22,32% desde o início do Plano Real (o relatório não faz distinção entre pequenas, médias e grandes indústrias).
Os setores que lideraram a lista foram os de material elétrico e de comunicações, bebidas e mobiliário. Os que apresentaram queda foram os de química e vestuário, calçados e artefatos de tecidos. A pesquisa da Fiep envolve cerca de mil indústrias de todos os portes e nos mais variados segmentos. Em relação ao faturamento, as grandes são responsáveis por 80% do total, e os 20% restantes são divididos entre micro, pequenas e médias empresas.
O nível de emprego na indústria também apresentou um crescimento significativo nos três anos da nova moeda, com a abertura de 32.445 vagas, conforme acompanhamento da Fiep. Apesar disso, seis dos 15 gêneros pesquisados apresentaram redução no quadro de pessoal - os setores de matérias plásticas; papel e papelão; minerais não metálicos; material elétrico e de comunicações; couros, peles e produtos similares; vestuário, calçados e artefatos de tecidos.
Para este ano, a Fiep trabalha com uma previsão de crescimento de 4%, em relação ao ano passado, apesar de ter registrado um aumento de apenas 1,94% no primeiro semestre. ‘‘Devemos crescer mais no segundo semestre, com os resultados da indústria de álcool e o aumento no potencial do PIB’’, estima Carvalho.
Em relação ao nível salarial da indústria paranaense, o relatório divulgado em junho situa o salário médio líquido em R$ 458,36. Já a utilização da capacidade instalada permaneceu constante em 77% (em comparação com o mês de maio), com aumento de 2,22% das horas trabalhadas na produção.

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