A cidade cenográfica de ''Ciranda de Pedra'' não se restringe apenas às fachadas. ''Os ambientes internos são montados com a cara de cada personagem. Estuda-se texturas, tecidos, móveis de época, enfim, tudo o que for necessário para montar uma casa'', diz a cenógrafa May Martins, que nessas horas dá uma de decoradora.
Construídos dentro do estúdio onde a maioria das cenas acontecem, quartos, salas e escritórios às vezes se repetem na cidade cenográfica. É o caso da pensão, que ganhou na parte interna uma sala de visita igual à montada no estúdio. ''Em algumas cenas, precisamos da luz natural e da perspectiva da rua para filmar. Daí saímos do estúdio para a cidade cenográfica.''
''May sempre contribuiu com novidades técnicas importantes, que têm a ver com profundidade e visão de óptica, por exemplo'', diz Denise Saraceni, diretora de ''Ciranda de Pedra'', que há 11 anos desenvolve parcerias com a cenógrafa - entre elas, a minissérie ''Queridos Amigos'', deste ano.
São alguns truques que o telespectador nem percebe no produto final, mas que enriquecem a imagem. Como a construção de cenários com paredes em ângulo oblíquo e não com o usual ângulo reto. ''O recurso virou linguagem em Queridos Amigos'', explica Denise.
May explica que o ângulo oblíquo dá mais profundidade à cena, ou seja, a câmera chega mais longe, reunindo assim mais informações e sensações. Tudo para intensificar a viagem do telespectador. (A.E.)

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