FHC confirma gasoduto em Londrina
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sábado, 20 de junho de 1998
Lucilia Okamura 
Se for reeleito, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deverá estender ao Norte do Paraná um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia. A garantia foi dada ontem de manhã ao prefeito de Londrina Antonio Belinati, durante o rápido encontro que ele manteve com FHC na pista do Aeroporto de Londrina.
Pelo projeto inicial, a obra para captar gás natural da Bolívia passa por Campinas (SP), segue até a capital paulista, de onde desce até a Região Metropolitana de Curitiba e termina em Porto Alegre (RS). A obra, com extensão de 3.150 quilômetros, está prevista para ser entregue no final de 1999. O valor do investimento é de US$ 2 bilhões.
A extensão de um ramal para o Norte do Paraná é uma reivindicação antiga das lideranças da região. Antonio Belinati afirma que não dá para esperar o término do gasoduto para então estender um ramal para a região. Ele reivindica este benefício o mais rápido possível. Estendendo uma linha para o Norte do Paraná, o gasoduto vai beneficiar cerca de 4,5 milhões de habitantes e fortalecer a base industrial da região, ressalta.
Segundo Belinati, o gás é a energia do futuro. O custo da energia elétrica inviabiliza, muitas vezes, a vinda de indústrias para a região. O gás poderia ser utilizado como combustível e seria uma alternativa para os empresários se instalarem aqui, justifica.
O vice-prefeito Alex Canziani lembra que o próprio mercado exige que as empresas não utilizem agentes não poluentes. E o gás natural representa isso, afirma.
No encontro com o presidente, Belinati entregou um documento lembrando que o Norte do Paraná passa por um grande transformação industrial, com a implantação de dezenas de indústrias de médio e grande porte. Essas empresas absorverão grande parte dos 41.213 novos postos de trabalho oferecidos no interior do Estado, afirma.
Além do documento, Fernando Henrique recebeu um mapa com uma projeção do gasotudo - que também passaria por Maringá. Otimista, Belinati afirma que o presidente foi bastante receptivo e disse já saber a reivindicação. Ele garantiu que se for reeleito, o ramal vai ser construído no próximo governo, relata. Segundo o prefeito, FHC teria dito que em janeiro do próximo ano já começaria a tratar do assunto.
O encontro do prefeito com o presidente não estava previsto e foi incluído na agenda somente anteontem. Fernando Henrique, acompanhado de Ruth Cardoso e uma comitiva, chegou a Londrina no avião presidencial - um Boeing 737. Ele desembarcou no aeroporto às 9h50 e foi recepcionado pelo governador Jaime Lerner e pela primeira-dama do Estado, Fani Lerner. Cerca de 10 minutos depois, a comitiva embarcou em um helicóptero rumo a Rolândia.
Por causa da comitiva presidencial, o aeroporto de Londrina ficou interditado para pousos e decolagens de vôos comerciais das 9h10 às 9h50 e das 12h05 às 12h52. Cerca de 150 pessoas foram ao aeroporto tentar ver FHC desembarcando.


